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11.07.2018 | 07h36

Inquérito investiga morte de bebê na UPA Morada do Ouro

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Suspeita de negligência, imperícia ou imprudência em atendimento médico a Marília Nascimento Mota, de 1 ano e 5 meses, resulta em abertura de inquérito policial. Segundo a delegada Jannira Laranjeira Siqueira Campos, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que fez a liberação do corpo, com base nas declarações do prontuário médico ela entendeu que pode ter havido culpa na morte (homicídio culposo).

Reprodução

O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Dedica). As causas da morte da menina, que teve 10 paradas cardiorrespiratórias na tarde do dia 5 deste mês, devem ser esclarecidas com os resultados dos exames de necropsia feitos no Instituto de Medicina Legal (IML).

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A criança foi atendida na unidade de saúde do bairro e encaminhada à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Morada do Ouro após apresentar quadro convulsivo na creche. Em relatório encaminhado pela equipe médica da UPA à DHPP, o enfermeiro O.B.S. faz um relato dos procedimentos adotados pela equipe médica. Aponta que a criança não sobreviveu aos procedimentos de reanimação, após sofrer 10 paradas cardiorrespiratórias.

O óbito ocorreu às 16h40, cerca de 2 horas depois da paciente dar entrada na unidade. Aponta que um dos problemas enfrentados pela equipe médica foi o fato do equipamento destinado à ventilação não possuir suporte para atendimento infantil. A paciente morreu no momento que era preparada a ambulância para encaminhá-la para outra unidade.

Filha saudável

Apesar da dor intensa pela perda da pequena Marília, a família quer saber qual foi a causa da morte da menina, deixada saudável na creche municipal, por volta das 6h40 da manhã de quinta-feira (5). A mãe L.S.N., 26, acompanhou de perto as duas últimas horas de vida e sofrimento da filha caçula e não quer que paire nenhuma dúvida sobre o que aconteceu naquela tarde, mesmo sabendo que não terá a filha novamente. Segundo ela, ao contrário do que teria sido divulgado, a filha caçula não estava febril ao ser deixada na creche, pela manhã.

A filha havia faltado dias anteriores porque a irmã mais velha, com 3 anos, e uma prima, de pouco mais de um ano, estavam com diarreia e por isso não estavam indo à creche. Então, a mãe decidiu manter Marília em casa com a irmã. Mas como estava bem e temendo perder a vaga na unidade, levou ela. Por volta das 14h recebeu a ligação da professora dizendo que Marília estava com febre alta.

A professora ministrou Dipirona e pediu para a mãe ir buscá-la. Relato da professora foi de que após o momento do descanso do almoço, enquanto as outras crianças se levantaram dos colchões, Marília ficou deitada, quando a professora percebeu a febre alta. Fato chamou atenção por ela ser muito ativa.

Logo depois a mãe recebeu o segundo telefonema, quando soube que Marília começou a convulsionar e que a professora tinha levado a criança para o posto de saúde, ao lado da escola.

A mãe chegou com familiares e encontrou a professora desesperada, pois o médico da unidade não tinha atendido a menina e a equipe de enfermeiros disse que ela teria que ser levada para a UPA. Então, a menina foi colocada no carro da família e seguiu com a mãe e professora para a UPA. Antes das 14h30 eles já estavam no local. Um dos motivos alegados para a demora na transferência da UPA foi o fato de que não estabilizaram as convulsões.

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