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luta armada 08.01.2019 | 16h45

Inquérito sobre conflito de terra em fazenda de Riva deve ser concluído em 30 dias

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

Reprodução

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O delegado Alexandre Nazareth, responsável pela investigação do conflito entre posseiros e seguranças na Fazenda Agropecuária Bauru (Magali), em Colniza (1.065 km de Cuiabá), de propriedade do ex-deputado estadual José Riva, afirmou que o inquérito deve ser concluído em 30 dias.

 

Conforme o que foi apurado até agora, contudo, não houve troca de tiros. Os posseiros teriam sido atacados pelos seguranças. Isto porque as cápsulas e projéteis coletadas no local do crime são correspondentes às armas dos funcionários do ex-deputado. 

 

"A gente ainda precisa ouvir testemunhas diretas, pessoas que estavam no local do crime e ainda algumas vítimas. Aguardamos também laudo oficial da Politec [Perícia Oficial e Identificação Técnica] de local de crime. Tudo foi feito por uma equipe de Cuiabá especializada neste tipo de atendimento em locais de difícil acesso", disse. 

 

No último sábado (5), Elizeu Queres de Jesus, 38, morreu vítima de um disparo dos seguranças. Além dele, Moisés Ferreira, Valmir Nunes Januário, Tiago Alves Lopes, Naldes Apolinário Ferreira, Milton José da Silva, Marcos Martins do Prado, Antônio José da Silva, Manuel Ferreira e Thiago Bruno de Oliveira ficaram feridos. 

 

Enquanto a empresa de Riva e seus capangas alegam que agiram em legítima defesa à um ataque dos posseiros, a Comissão Pastoral da Terra (CTP) afirma que eles sofreram uma emboscada enquanto pagavam água na beira do rio Traíra. 

 

Os funcionários foram presos pela Polícia Militar, mas soltos durante a noite de domingo (6) por ordem do juiz plantonista Alexandre Sócrates Mendes. Para o magistrado, "a tragédia ocorreu por comportamento abusivo e ilegal dos posseiros". 

 

Nesta terça-feira (8), o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, se reuniu com representantes do Fórum Estadual de Direitos Humanos e da Terra, Conselho Estadual de Direitos Humanos, Movimento 13 de Outubro, Comissão Pastoral da Terra e da Ordem dos Advogados do Brasil para discutir sobre o conflito. 

 

O secretário disse que o governador Mauro Mendes pediu uma análise apurada do caso e que ações em nível de estado podem ser tomadas para tratar sobre a causa do conflito de terras. 

 

Fazenda 

 

A fazenda foi citada em delação premiada pelo ex-governador Silval Barbosa. Segundo ele, a propriedade foi negociada pela quantia de R$ 18 milhões. Silval está em Matupá e nao vai se manifestar sobre o ocorrido. 

 

O ex-governador delatou que em 2012 foi procurado por Riva. Houve uma proposta para compra do terreno em sociedade. Silval chegou a realizar o pagamento de parte, mas a área não foi transferida para o seu nome ou de familiares. Desde o acordo de colaboração, o ex-governador não mantém contato com o ex-deputado. 

 

A Fazenda Bauru esta sob posse da empresa Floresta Viva, propriedade de Riva. A dona anterior, conhecida como Magali, briga na Justiça para retomar o terreno. O argumento é que a transação de compra e venda não foi totalmente paga. O assunto acabou judicializado. Liminarmente, Riva se sagrou vencedor. Caso ainda será julgamento em seu mérito (sentença). 

 

Caso    

 

O Ministério Público alertou em outubro  que um grupo de aproximadamente 200 pessoas ocupou a Fazenda Agropecuária Bauru (Magali), que possui 46 mil alqueires. O clima no local era de tensão já que 30 seguranças privados contratados por Riva estavam se deslocando para a fazenda.  

 

Diante da situação, o MP comunicou novamente as autoridades competentes reiterando providências, já que havia possibilidade de um confronto entre posseiros e seguranças. De acordo com o MPE, a Fazenda Agropecuária Bauru vem sofrendo invasões desde o ano 2000 e que, após a reintegração de posse ocorrida em 2017, as ameaças se intensificaram até culminar com a invasão do grupo que tomou as terras à força.   

 

A preocupação do MPE é que ocorra novamente uma tragédia na região, assim como a registrada em abril de 2017, quando 9 trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados no Distrito de Taquaruçu do Norte. Por meio de nota, a empresa que administra a fazenda afirmou que os invasores insistem em desrespeitar ordens judiciais, inclusive de afastamento dos limites da propriedade e cometem crimes ambientais e ameaças.

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