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27.09.2016 | 11h00

Intoxicação por amônia atinge 36 pessoas

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O vazamento de amônia no frigorífico Frialto, em Matupá, extremo norte de Mato Grosso, nesta segunda-feira (26), fez 36 vítimas, uma delas fatal.

Joelson Evangelista Costa, de 41 anos, morreu intoxicado após dar entrada, em estado grave, no Hospital Regional de Peixoto de Azevedo, cidade vizinha.

O balanço é do o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne e Lacticínios do Portal da Amazônia (Sintracal), José Evandro,24 horas após o acidente.

Os demais funcionários que também tiveram algum grau de intoxicação e foram levados ao hospital já tiveram alta, entre eles uma mulher grávida.

O setor de desossa, onde ocorreu o vazamento das tubulações, foi interditado pelo Corpo de Bombeiros de Colniza, que mandou equipe à Matupá, diante da gravidade do caso.

Equipe do Ministério Público do Trabalho em Alta Floresta, que responde pela região, também está em Matupá investigando as circunstâncias do vazamento.

O corpo de Joelson está sendo encaminhado a Campo Grande (MS), cidade natal dele.

A esposa, Luciana Arruda, 40, com quem a vítima tem um filho de 13 anos, falou com GD ainda na estrada. "Já estamos quase chegando e faremos o sepultamento", comentou.

Segundo ela, está recebendo apoio da empresa Frialto e por isso, apesar da tragédia, está "tranquila".

O frigorífico que ainda não se posicionou publicamente sobre o acidente recebeu na manhã desta terça-feira representante do Sintral e também do MPT.

O delegado Claudemir Ribeiro, da Polícia Civil de Matupá, vai apurar, em inquérito, as causas do acidente.

Até a última informação obtida pelo GD, a perícia ainda não havia conseguido entrar na sala de desossa para colher informações técnicas.

O acidente

O acidente aconteceu nesta segunda-feira (26) por volta das 6 horas da manhã.

O gás vazou da câmara fria da empresa Frialto, no setor em que é feita a desossa da carne bovina.

O presidente do Sintracal, José Evandro, detalhou que ,no setor de desossa “a temperatura tem que ficar muito baixa” e que isso não estava ocorrendo.

“Sendo assim, Joelson liberou o pessoal, uns 200 funcionários, para tomar um café e foi verificar a câmara, foi quando houve o rompimento das tubulações e o vazamento. Se não tivesse liberado o pessoal, a tragédia seria ainda maior”, comenta o sindicalista.

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