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29.07.2007 | 03h00

Jardim Eldorado, onde benefícios não chegaram

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Esgoto a céu aberto, lixo espalhado pelas calçadas, terrenos baldios com mato alto, nenhuma opção de lazer ou linha de ônibus do transporte coletivo. Fundado há 16 anos, o bairro Jardim Eldorado sofre com as carências principalmente de asfalto e saneamento básico. Na avenida principal, o manilhamento foi feito de maneira precária, pois não consegue escoar a água da chuva.

Todos os anos os moradores são obrigados a enfrentar a situação de enchente, quando a enxurrada atinge mais de meio metro dentro das suas casas.

O presidente da Associação de Moradores, Juracy Pires da Silva, conhecido como "Rambo", diz que cerca de 30 famílias padecem às margens do córrego. Brinca que os móveis e eletrodomésticos deveriam ser flutuantes, para suportar os momentos de cheia.

"Aqui a gente não tem gosto de comprar nada, porque vem a chuva e leva tudo, estraga colchão, cama, guarda-roupa, geladeira, não sobra nada".

Ele explica que há cerca de cinco anos a população local passou por um momento crítico, praticamente todos ficaram desalojados. À época foi prometido remoção para um lugar mais seguro, o residencial Paraná, localizado próximo ao bairro Três Barras. Mas até hoje as obras não foram terminadas. "Ganhamos uma bolsa enchente, sabemos que veio do governo federal algo em torno de R$ 10 milhões para a construção, mas a pergunta é: para onde foi esse dinheiro? Ninguém mais voltou ao Eldorado dar satisfação às famílias".

Algumas casas condenadas já estão desabitadas. Mas nem todos os moradores têm para onde ir, é o que acontece com Rosa Gomes da Costa, 35, empregada doméstica, casada, mãe de três filhos.

Ela chegou à localidade durante a invasão, lembra-se que morou debaixo de lona, passou dificuldades para hoje ter uma residência simples, com dois quartos, apenas rebocada de cimento, mas é a sua casa própria.

"A gente lutou por esse sonho, neste país ninguém dá nada de graça, tudo é conseguido com sofrimento, acho que merecemos ser tratados com respeito e ter os problemas da comunidade resolvidos".

Ao lado da casa dela fica o córrego fétido, repleto de lixo e mato, às margens da avenida Dante de Oliveira (antiga Trabalhadores). Sem conscientização, muitos vizinhos jogam sofás velhos, garrafas, roupas e até animais mortos.

O cheiro incomoda principalmente no cair da tarde ou quando chove. No período da seca, os mosquitos incomodam bastante. Eles cobram uma atenção do poder público para levar saneamento básico.

Mas os moradores dizem não perder a esperança de que um dia, talvez próximo, a situação melhore para modificar a vida das futuras gerações. Eles precisam de mais atenção.

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