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dia dos pais 11.08.2019 | 15h30

Jogador do Cuiabá segue carreira do pai, o craque Rinaldo

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

O zagueiro do Cuiabá Esporte Clube, Rinaldo Junior, 19, herdou de seu pai não só o nome, mas também o gosto pelo futebol. Desde pequeno, ele assistia as partidas que Rinaldo, 42, disputava vestindo a camisa do Operário Futebol Clube.

 

Luiz Leite

Pai futebol

 

Uma de suas primeiras lembranças é do pai jogando no Verdão, estádio que foi demolido para dar lugar à Arena Pantanal. Na beira do campo, ele observava a torcida eufórica com os passes do pai. Dali, ainda com sua imaginação sonhadora de infância, pensava que gostaria de saber qual era a sensação de estar dentro do campo.   

 

“Com 7 anos eu entrei em uma escolinha. Eu fui treinando, evoluindo e aí estou agora no Cuiabá. Já passei até por experiência fora, fiquei dois meses na Itália, mas aí eu não fiquei muito tempo e logo voltei para cá”, explicou. 

 

Mesmo ocupando posições diferentes – Rinaldo era centroavante e Rinaldo Junior é zagueiro – a troca de ensinamentos entre pai e filho são constantes. Quando estão juntos em casa, no Dom Aquino, bairro tradicional de Cuiabá, o pai faz com que o filho assista o maior número de jogos possível.

 

“A gente tenta passar um pouco da experiência, mostrar como faz, como é. Mostra vídeo para aprimorar e para não errar futuramente. Fazer o máximo possível para errar menos e acertar mais. Isso é o mais importante. Eu sempre quero que ele veja jogos para ver o que um volante faz, o que um zagueiro faz, como é”, explicou Rinaldo, o pai.

 

Rinaldo se aposentou em 2011, depois de ficar 14 anos jogando em diversos clubes. Além do Operário, ele tem passagens pelo Mixto Esporte Clube, pelo Avaí, de Santa Catarina, pelo Treze, da Paraíba, e pelo Vila Nova, de Goiás. Uma lesão no joelho fez com que ele precisasse encerrar sua carreira precocemente.

 

A carreira do filho, mais do que a continuidade de seu legado, é a oportunidade do pai ver Rinaldo Junior indo atrás de algo que realmente gosta. O menino assegura que é pelo esporte que alcança sua satisfação pessoal e que não se imagina abandonando o futebol.

 

Luiz Leite

Pai futebol

 

“Eu tento pegar o máximo de experiência, saber ouvir, porque ele foi um grande jogador. Ele me dá dicas para concentrar, para jogar. Ele sempre me fala, me dá apoio. Eu me espelho muito nele, apesar da posição ser diferente, mas eu tento ouvi-lo sempre”, afirmou o filho. 

 

Sempre que Rinaldo Júnior joga em algum outro estado, o pai assiste as partidas do sofá de casa. Em um aplicativo do celular que faz a transmissão em tempo real, ele conecta à televisão e torce pela vitória do filho. Ele mesmo, que hoje trabalha em uma empresa de bebidas, joga apenas em campeonatos amadores. 

 

O maior medo do ex-jogador é que o destino e o sonho do filho sejam interrompidos por uma fatalidade como a sua. Ele quer que Júnior tenha a chance de se aprimorar e melhorar seus passes a cada jogo.

 

Luiz Leite

Pai futebol

 

“Ele ainda tem muita coisa para almejar, ainda está novo. Tem que pegar mais experiência ainda. Cada jogo que ele joga ele vai adquirindo mais experiência. Não é só eu falando, mas cada dia que ele treina ele vai adquirindo a experiência que ele precisa para a vida dele e isso é muito importante.” 

 

Seu filho mais novo, Luis Fabiano, que acompanha a carreira de Rinaldo desde a barriga da mãe, veio para somar no time. Apesar de preferir o futsal, sonha em se tornar um grande empresário para ajudar a alavancar a carreira do irmão.  

 

“Meu irmão que nasceu um pouco antes pegou um pouco mais [da carreira]. Eu acompanhei me pai só em uma viagem. Agora eu quero crescer e me tornar um grande empresário”, relevou o pequeno.

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