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por amor 21.07.2019 | 14h20

Jornalista se divide entre mestrado e maternidade na França

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

Gazeta Digital

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"Eu vim para cá por amor", afirmou a jornalista Ana Luísa Melo Ferreira, 24, quando questionada sobre o porquê de ter saído de Cuiabá para viver em Rouen, na França, há aproximadamente 1 ano e 4 meses. Com a sua filha, Olívia, ela quis constituir família com Mathieu, francês que ela conheceu durante um intercâmbio no México em 2015.

 

"Em 2017 nossa filha nasceu. Enquanto ela estava pequena, não pudemos ficar juntos porque eu estava terminando meus estudos e ele também. Assim, quando eu terminei minha graduação vim para cá para poder, enfim, construir nossa família", explicou. 

 

Ana Luísa encontrou dificuldades para conseguir um estágio ou um emprego no país. Ela considera que isso se dê porque os franceses acreditam que os estrangeiros devam exercer as profissões que não exijam tanto esforço intelectual e não os querem ocupando cargos importantes. 

 

Em setembro deste ano, contudo, ela deve iniciar seu primeiro ano como mestranda em Informação e Comunicação pela Universidade Sorbonne-Nouvelle, em Paris. Apesar de ainda não ter encontrado experiências profissionais, Ana pretende iniciar sua carreira no país.

 

"Esse novo curso que vou fazer é o mais comum aqui, o mestrado profissional, que eles chamam de masterprofessional. Quero conseguir um estágio para poder trabalhar paralelamente aos meus estudos e ter minha primeira experiência profissional aqui", disse.

 

Arquivo Pessoal

Ana Luísa França

 

Em um país em que as pessoas são consideradas mais frias e introspectivas, o objetivo de Ana é preservar em sua filha o alto-astral brasileiro. Na casa da família, existem vários objetos que remetem ao Brasil, como um quadro do pelourinho no quarto de Olívia e outro quadro no Pão-de-Açúcar na sala, além de fitinhas do Senhor do Bonfim.

 

A criança está aprendendo a falar duas línguas. Com o pai e a família paterna ela conversa em francês e com Ana Luísa e os avós brasileiros ela fala em português.  A mãe, que fala 4 idiomas, incentiva que Olívia tenha contato também com o inglês e espanhol por meio de desenhos animados.

 

"Aqui as escolas a partir dos 3 anos de idade são gratuitas. Ainda assim, eu não precisarei deixar metade do meu salário para que ela tenha uma educação de qualidade, porque aqui o ensino é democrático. Todos têm acesso, desde o ensino maternal até o superior".

 

Ana é considerada 'hippie' pelos franceses por optar por criar sua filha de uma maneira oposta à cultura francesa. Olívia ainda mama aos 2 anos e 5 meses, enquanto a maioria dos bebês do país tomam leite artificial desde o nascimento. Olívia dorme na mesma cama com a mãe, enquanto os bebês do país dormem no berço. Olívia tem seu tempo de desenvolvimento respeitado, enquanto os pais dos outros bebês esperam que eles sejam independentes o quanto antes. 

 

"Eu sou extremamente julgada pela família do meu parceiro, porque eles acham essa forma de criação “hippie” absurda, mas vocês acham que eu ligo? A Olivia está crescendo e se desenvolvendo maravilhosamente bem, é uma criança incrível, muito simpática, querida, saudável e feliz, então eu vou continuar a fazer o que faço desde sempre", pontuou. 

 

A maior saudade da jornalista é de seu núcleo familiar, principalmente pela relação que Olívia desenvolveu com os avós maternos. No Brasil, a criança passava horas brincando com os pais e padrastos de Ana Luísa, enquanto os avós franceses são mais na deles e não desenvolveram uma relação tão afetuosa com Olívia. Ainda assim, Ana não deseja voltar para o Brasil por acreditar que o país está vivendo uma fase sombria.

 

"Me sinto sem esperança para o meu país, triste pelo que estão fazendo com ele. O Brasil não é um país onde eu quero que minha filha cresça", concluiu.  

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