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RECORREU À JUSTIÇA 20.07.2019 | 17h50

Jovem com leucemia aguarda há mais de um mês cumprimento de liminar para compra de remédio

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O jovem Kauê Garbin Celestino, 15, morador de Barra do Bugres (165 KM de Cuiabá), trava uma verdadeira batalha pela vida há 7 anos. Portador de leucemia linfoide aguda, um tipo de câncer do sangue e da medula óssea que afeta os glóbulos brancos, o rapaz encontrou um doador de medula compatível, mas, para dar sequência ao tratamento, precisa de um medicamento de alto custo e aguarda o cumprimento de uma decisão judicial para que a prefeitura e o governo do Estado arquem com as despesas.  

 

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A prima do rapaz, Geizi Celestino, explica que a única chance de que o transplante aconteça é submeter o Kauê ao tratamento urgente com uso de 56 ampolas de um medicamente que custa mais de R$ 17 mil cada ampola. “Isto é, o custo é de mais de R$ 900 mil. O maior problema decorre de que esse medicamento não é fornecido pelo SUS e a família não tem condições alguma de arcar com um custo tão alto como esse”, destaca.

 

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Kauê Celestino leucemia

 

Ela ressalta que a única alternativa foi recorrer à justiça para que esse medicamento fosse comprado. No dia 11 de abril de 2019 o juiz concedeu uma liminar favorável determinando que o estado de Mato Grosso e o município de Barra do Bugres forneçam esse medicamento ao paciente, porém não foi fornecido. 

 

“Em 26 de junho, o juiz confirmou a Liminar transformando-a em sentença com resolução de mérito e nada do pagamento. Já no dia 17 de julho, foi determinado bloqueio de conta do Estado, mas isso não dá nenhuma garantia pois é cabível recurso”. 

 

Geizi conta que a família está desesperada, pois a doença está se agravando em um aumento significativo e, de acordo com o laudo médico do último dia 16, o paciente sem a medicação solicitada, corre iminente risco de recidiva da doença. “Isso inviabiliza o transplante de medula e consequentemente levará a morte”.

 

O caso 

De acordo com o relatório médico, o adolescente iniciou o primeiro tratamento em 2012 e ao término do mesmo, em setembro de 2015, a doença havia entrado em remissão. No entanto, depois de 11 meses o Kauê apresentou recidiva tardia da doença e isso fez com que ele fosse submetido a mais um tratamento.

 

A princípio estava, novamente, entrando em remissão, porém, na fase de manutenção do segundo tratamento foi apresentado a segunda recidiva da doença. Com essa segunda recidiva, a situação se agravou ainda mais e foi necessário iniciar um novo tratamento em fevereiro de 2019. O terceiro, o mais pesado, árduo e última chance.

 

Ao término desse protocolo a doença deveria entrar em remissão e o corpo deveria estar preparado para receber o último recurso dado pela medicina: um transplante de medula óssea. Foi então que iniciou uma nova batalha: a de encontrar um doador de medula óssea 100 % compatível com o jovem. 

 

O maior obstáculo, naquele momento, seria encontrar um doador não aparentado totalmente compatível. A chance é de 1 para cada 100 mil em nível de Brasil. Na busca pelo doador, foram realizadas várias campanhas e caravanas para doação de medula óssea e milhares de pessoas se mobilizaram para ajudar. 

 

"Isso fez com que o caso fosse conhecido pela mídia local e estadual. Após semanas de muita espera, o doador foi encontrado e, desde então, a família trava mais uma batalha e aguarda que os poderes executivos municipal e estadual cumpram a decisão judicial", lembra Geizi.

 

O outro lado

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informou que já realizou, no dia 14 de junho deste ano, o depósito judicial no valor de R$ 118.978,58 (cento e dezoito mil, novecentos e setenta e oito reais e cinquenta e oito centavos) para o tratamento de saúde do paciente K. C. G. T. , natural do município de Barra do Bugres.

 

Já a prefeitura de Barra do Garça foi procurada e informou que irá se prosicionar por meio de nota.

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