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06.03.2018 | 11h07

Menina vítima de zika na gravidez chega aos 2 anos

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Uma das primeiras crianças diagnosticadas com microcefalia na capital em decorrência de zika gestacional, a Alice, chega nesta terça-feira (6) aos 2 anos, enfrentando uma série de dificuldades.

Alice foi o terceiro diagnostico confirmado em Cuiabá.

Arquivo Pessoal
Silvia e Alice: muito amor!

A mãe dela, Silvia Almeida, acha importante falar do assunto, em um momento em que a própria Prefeitura alerta para os altos índices de infestação do Aedes aegypty, mosquito transmissor.

Sobre as dificuldades que a microcefalia traz, Silvia explica que é uma vida com muitas limitações e que é muito mais fácil usar repelente na gravidez do que se dedicar à deficiência da criança.

"Alice demorou a começar a comer, não aceitava comida. Comecei com fruta, fui insistindo, você tem que insistir muito, até que ela começou a comer. Agora, a comida dela não é igual à nossa, tem que bater. Fruta, somente as que dão para amassar. Eles têm muito problema de engasgar, engasgam feio mesmo, Alice mesmo já engasgou várias vezes", explica a mãe.

Quanto à questão da locomoção, a criança tem dificuldade de andar, engatinhar, falar e para ter alguns avanços isso exige sessões de fisioterapia, terapia ocupacional, neuropediatra e outros especialistas.

"Ela é pesadinha e precisa ser carregada no colo", ressalta Silvia, sem saber ao certo qual será o tempo dela de andar e se isso vai ocorrer de fato algum dia. O banho ainda é dado na banheira, porque ela não consegue ficar de pé.

Alice é acompanhada pela Associação dos Pais e Amigos de Excepcionais (Apae). Além da estimulação motora e intelectual na Apae, tem que ser estimulada diariamente também em casa. Caso contrário, esquece os comportamentos e para de fazer do dia para noite.

Quanto ao peso, também pode oscilar e preocupar. Maioria das crianças com microcefalia são magras ou gordinhas. O peso de Alice por enquanto está sob controle. "Isso porque eu cuido muito, coloco tudo na sopa, macarrão, legumes, carne, bato frutas e dou sucos, isso na rotina", comenta Silvia.

Marcus Vaillant

Alerta é para uso de repelente na gravidez

Como a rotina é especial, Silvia não pode trabalhar. Alice tem fisioterapia, segunda, quarta e sexta-feira, em alguns dias de manhã e em outros à tarde. Faz acompanhamento no Hospital Sarah Kubitschek em Brasília. "Minha vida agora é toda voltada somente para ela, não posso programar nada, sem pensar nela ou inclui-la".

Além de tudo isso, ainda é difícil lidar com perguntas inconvenientes. Quando ela vai andar e falar? Ela vai andar e falar? Ela sente dor? A cabeça vai crescer? Foi a “mosca” que a picou? Outra coisa que incomoda são olhares curiosos, como se estivessem diante de um ET.

Outro problema são os gastos com medicamentos. Pelo menos R$ 300 por mês. Às vezes, pela baixa imunidade, ela contrai gripe que já vira pneumonia, aumentando as idas à farmácia.

Silvia destaca que, na época que engravidou de Alice, as notícias ainda estavam começando a ser dadas sobre zika e gravidez, mas agora não se pode alegar ignorância.

Arquivo/GD

Na capital está alto índice de infestação do Aedes

"As pessoas pensam que as coisas só acontecem aos outros e nunca com a gente", ressalta.

No meio de toda dificuldade, há muito amor. Alice é paixão da mãe e do pai dela e também da irmãzinha.

"Os exames dela sempre são bons, ouve bem e enxerga. Está começando a fazer movimentos de engatinhar, só que em um processo muito lento, mas graças a Deus está dando resultados. Não podemos ficar em casa esperando o milagre acontecer. Eu corro muito atrás das coisas para ela. Pesquiso, olho, vou atrás mesmo. Sempre estou por dentro de novas técnicas, vou tentar levá-la ao Nordeste onde tem mais recursos. Estamos vendo os hospitais, estou tentando vaga", relata.

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Comentários

Jovani - 07/03/2018

Me engana que eu gosto! Alguém já se perguntou porque a microcefalia diminuiu drasticamente? Talvez seja porque conseguiram exterminar o mosquito de vez? Ou talvez seja porque não tem nada a ver com o mosquito? Acredite nessa história de mosquito quem quizer! Gente, vamos nos informar, nem tudo é o que parece!

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