Levantamento da ONU 30.07.2019 | 07h34

thalyta@gazetadigital.com.br
Marcus Vaillant
Mato Grosso teve um aumento de 1.600% do deferimento das solicitações do reconhecimento da situação de refugiado em 12 anos. Enquanto em 2006 foram aceitos 4 pedidos do gênero, em 2018 foram 68 deferidos, o que representa um aumento de 1.600%. Os dados constam no relatório Refúgio em Números, do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) da Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com a Convenção de 1951, são refugiados pessoas que saem do seu país por temor de perseguição política, de raça, religião ou também por violência generalizada e violação massiva de direitos humanos. Após ter o pedido deferido pelo Conare, o refugiado passa a ter direito de permanecer no país, trabalhar, ter documentos como carteira de trabalho e CPF e, após 4 anos, ser naturalizado brasileiro.
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Segundo o relatório, de 1997 a 2013, em Mato Grosso apenas 6 pedidos de refugiados foram aceitos, sendo 4 de iranianos em 2006, um de um cubano em 2007 e o último em 2011 de um afegão. Apenas em 2017 residentes no estado voltaram a ter esses pedidos deferidos, com o caso de um sudanês.
Em 2018, no estado foram registrados 680 pedidos para o reconhecimento de refugiados nos municípios de Cuiabá, Cáceres (225 km a Oeste da Capital), Rondonópolis (212 km ao Sul) e Sinop (500 km ao Norte). Foram deferidos, mas nem todos solicitados em 2018, 68 pedidos, sendo 39 em Cuiabá, 3 em Cáceres, 19 em Rondonópolis e 7 em Sinop.
Dos 68 pedidos aceitos pelo Conare, 38 foram de haitianos. Também foram deferidos pedidos de cidadãos de Cuba, Venezuela, República Dominicana, Iêmen, Senegal, Chile, Sudão, Irã, Tunísia e Equador.
Em 2019, de janeiro a março, já foram pedidos junto à Polícia Federal em Mato Grosso 118 solicitações de reconhecimento para refugiados. Destes, 97 foram de haitianos, mas também foram recebidos 6 solicitações de venezuelanos e 12 de cubanos, além de pessoas de outras nacionalidades.
No Brasil, até dezembro de 2018, mais de 11 mil pessoas já haviam sido reconhecidas como refugiadas, sendo que 72% deles eram homens.
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alberto - 30/07/2019
chegou a hora de acabar com essa folia, as ruas estão cheias de irmãos estrangeiro à mingua e o Estado já tem os seus problemas e não tem como arcar com essa situação. Não hã empregos nem para nós cuiabanos imagina para os estrangeiros sem qualquer referências. Gente dá dó de vermos famílias com bebês pedindo esmolas nos semáforos e até isso é insegurança de acidentes para eles e para os condutores que tiram a atenção do transito O Estado e o Município tem de reavaliar esta situação para o bem de todos
1 comentários