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OUTUBRO ROSA 25.10.2018 | 10h20

Mulher diagnosticada com câncer de mama aos 29 anos alerta para importância de exames

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Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal

A autônoma Paula Cristina Santos, 31, se ensaboava durante o banho quando percebeu um caroço estranho no seio esquerdo, no início de 2017. Decidiu ir ao médico e o diagnóstico foi quase instantâneo: estava com câncer de mama.  

 

Leia também - Conheça os direitos das trabalhadoras diagnosticadas com câncer de mama

 

Paula faz parte da parcela da população que desenvolve o tumor antes dos 35 anos, situação considerada rara. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a tendência é que a incidência da doença cresça progressivamente a partir dessa idade, especialmente após os 50 anos.   

 

A recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é que a mamografia seja um exame de necessidade anual a partir dos 40. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que é somente a partir dos 50 a época de maior risco.   

 

Arquivo Pessoal

Paula Cristina Cancer de Mama

 

"Eu fiz um exame de mapeamento genético, porque os meus médicos acharam que eu deveria investigar melhor, porque sou nova e não tenho casos na minha família. No meu caso deu positivo, eu sofria uma mutação genética então tinha 80% de chance de ter câncer de mama em algum momento da minha vida", explicou.   

 

O tumor no seio esquerdo estava com aproximadamente 3 centímetros na data da descoberta. Depois de exames de ultrassom, mamografias, biopsias e ressonâncias magnéticas, Paula descobriu que o seio direito também estava com outro caroço considerado maligno, de 1 centímetro.      

 

Foram necessárias 16 sessões de quimioterapia, que duraram 6 meses, até que a autônoma pudesse fazer a cirurgia de retirada do câncer.  

 

Já na primeira sessão os cabelos começaram a cair aos poucos e ela teve sua autoestima abalada. Foi por meio da Associação de Trabalhadores Voluntários contra o Câncer de Mama em Mato Grosso (MT Mamma), que ela encontrou apoio para passar pela fase turbulenta.    

 

"Lá elas me deram muita força. Tinham várias pessoas lá em tratamento, algumas já estavam com o cabelo crescendo, outras ainda estavam carecas também. Eu não queria raspar a cabeça, aí elas conversaram, me incentivaram, aí eu consegui. Você vai sofrendo aos poucos com o cabelo caindo, pelo menos para mim todo dia eu sofria, então resolvi raspar de uma vez por todas para não ter esse sofrimento de meses até cair completamente".    

 

Depois de 10 meses de tratamento, os médicos afirmaram que Paula poderia fazer a cirurgia de retirada do nódulo. A recomendação, no entanto, foi da remoção integral dos dois seios.  

 

O alívio da autônoma foi que ela poderia colocar próteses durante o mesmo procedimento. "Foi um período difícil porque a cicatrização foi muito lenta. Não é algo prático assim como todo mundo falava. Achei que seria mais fácil, mas sofri muito com a pele. Eu tive que fazer enxerto, durou uns 3 meses para cicatrizar completamente a cirurgia", relatou.    

 

Somente em janeiro deste ano começaram as sessões de radioterapia, um tratamento para impedir que as células cancerígenas se proliferem por meio de radiação. Como as chances de reincidência são grandes por conta do fator genético, Paula faz acompanhamento de 3 em 3 meses para rastrear a situação do câncer.    

 

"Eu sempre digo que aprendi a ser grata pela vida. Antes eu era uma pessoa que não aproveitava por completo as coisas pequenas. Era muito ansiosa, nada estava bom, sempre queria algo mais e não me sentia totalmente realizada. Hoje sou grata pelas pequenas coisas, aprendi a valorizar minha família, que me deu muito apoio. O medo faz parte do nosso dia a dia no nosso tratamento e a gente só busca uma forma de passar por isso", disse.    

 

Outubro Rosa   

 

A campanha Outubro Rosa é celebrada anualmente com objetivo de promover a conscientização sobre o câncer de mama e contribuir com a redução da mortalidade. A estimativa do Inca é o registro de quase 60 mil novos casos somente em mulheres em 2018, sendo 680 em Mato Grosso e 220 em Cuiabá.   

 

O evento alerta sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, que pode aumentar as chances de cura em até 90%. A presidente da MTMamma, Cleuza Dias, afirmou que a visibilidade da campanha é uma forma de disseminar a informação. 

 

“O diagnóstico precoce pode salvar vidas já que o câncer de mama quanto mais cedo for descoberto, mais rápido se dá o tratamento e maior a chance de cura. Temos que ampliar a conscientização de mulheres e homens sobre a importância do autoexame, a visita ao médico e os exames de rotina como a mamografia. Alertamos para a prevenção em todas as gerações", destacou.  

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Comentários

Alzino bernardes - 25/10/2018

Minha filha. Meu amor. Nossa guerreira. Deus nos deu vc de presente novamente. Obrigado senhor.

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