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15.05.2018 | 16h49

Mulher morreu por choque hemorrágico causado por cirurgias plásticas

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A morte da jovem Danielle Ferreira Lira, 33, foi ocasionada por um choque hemorrágico decorrente de complicações das cirurgias plásticas as quais foi submetida. A informação consta na certidão de óbito emitida no domingo (13), quando foi confirmada a morte cerebral de Danielle.

Reprodução/Facebook

Danielle morreu aos 33 anos

A jovem morreu 2 dias após passar por uma lipoescultura e mamoplastia redutora com o médico Eduardo Santos Montoro, pelo programa “Plástica Para Todos”, que busca facilitar o acesso à cirurgia plástica a preços mais baixos do que os oferecidos no mercado.

As cirurgias foram realizadas no Hospital Militar, em Cuiabá. A jovem pagou R$ 50 para entrar no grupo de WhatsApp do programa, mais R$ 50 pela consulta e outros R$ 6 mil pelas duas cirurgias.

Leia mais - Mulher morre após fazer plástica e esperar transferência por horas

De acordo com o diretor do Instituto Médico Legal (IML), João Marcos Rondon, a certidão de óbito apontou que a causa morte foi “choque hemorrágico em função de complicação cirúrgica”. As duas cirurgias duraram cerca de 6 horas e todo o procedimento se encerrou às 14h30 da sexta-feira (11).

Assim que terminado, a jovem foi para o quarto, onde começou a passar mal e enfermeiros constataram sangramento nas costas. Ela chegou a ficar sem pulso, teve uma parada cardiorrespiratória e, horas depois, foi transferida para o hospital Sotrauma. Isto porque o Hospital Militar não possui Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

“Esse choque hemorrágico tem vínculo direto com as cirurgias, mesmo a vítima já tendo passado pelos procedimentos e estar no quarto. Não tem como a gente não vincular. Agora, detalhes do que ocorreu na cirurgia que causou o choque é que será apontado nesse laudo da necropsia”, explicou João Marcos.

Segundo o diretor, o prazo máximo para a apresentação do laudo oficial sobre as causas da morte é de 10 dias. O documento deverá ser encaminhado à delegada Juliana Palhares, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), atualmente responsável pelo inquérito sobre o caso.

“Deveremos entregar no máximo em 10 dias, porque parte do material coletado da vítima foi encaminhado para o nosso laboratório de patologia da Polícia Técnica (Politec). É uma peça de tecido humano que vai passar por um preparo até que possa ser analisado no microscópio, por um perito nosso especialista em patologia”, disse.

Reprodução

Cirurgias foram realizadas no hospital Militar

Apesar de estipular o prazo, o diretor não descarta a possibilidade de o perito responsável pelo caso solicitar mais tempo à delegada Palhares, para a elaboração do laudo, em razão da complexidade do caso.

“Talvez esse processo de preparação do tecido possa causar uma discreta prorrogação desse prazo, caso o patologista necessite. Mas, a priori, trabalhamos com o prazo de que até na terça-feira já deve estar pronto o laudo desse caso”, afirmou.

Danielle teve a morte confirmada no domingo, logo após passar por um protocolo de avaliação que comprovou a perda definitiva e irreversível das funções cerebrais. A polícia chegou a ser acionada às 17h11 para a liberação do corpo, que foi encaminhado ao IML para necropsia e liberado no mesmo dia.

Repercussão – O caso ganhou grande repercussão nos últimos dias. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) divulgou uma nota à imprensa alertando a população para o risco da atuação de agentes intermediadores para realização de cirurgias plásticas. Isto porque, em muitos casos, eles fazem "de pacientes objetos de mercância, no interesse vil em detrimento de qualidade e segurança".

Além disso, apontou que qualquer pré-julgamento acerca de fatos ou da conduta médica se trata de "mera especulação e exploração sensacionalista". Por isso, afirmou que vai aguardar o resultado das investigações para que possa se manifestar tecnicamente sobre o ocorrido.

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