25.03.2016 | 09h03
Pacientes do Pronto Socorro de Várzea Grande procuraram a reportagem do GD para denunciar maus tratos, falta de leitos e péssimas condições de atendimento, inclusive para um grande número de pacientes idosos.
Macas com colchões desgastados pelo tempo, corredores lotados, cadeiras de plásticos para acomodar acompanhantes, funcionários mal-humorados e falta de infraestrutura. Esse é o cenário descrito pela família da aposentada Raimunda Viera, 60, que por causa da Diabetes precisou amputar um dedo do pé esquerdo, na última quarta-feira (23).
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A filha dela, Antonia Vieira relata que desde então, a paciente está em um leito improvisado no corredor do Pronto Socorro, vivenciando toda a circulação de doentes, funcionários da limpeza e carrinhos de lanche. Por conta do estado em que está internada dona Raimunda não consegue melhorar da Diabetes, nem descansar da cirurgia por conta do fluxo de pessoas que transitam pelo hospital.
Ainda segundo a Antonia, os enfermeiros atendem de mau humor e com má vontade, sem oferecer a mínima estrutura para doentes e familiares. “Quando acaba o soro, por exemplo, a gente precisa ficar implorando para alguém trocar, e eles ainda ficam de cara feia. Outro dia a minha mãe esperou quase 40 minutos para ir ao banheiro porque não havia cadeira de rodas, como ela está no corredor o banheiro fica distante. A minha família está muito constrangida com essa situação” completou.
O marceneiro Vilson dos Santos, 33, está há 15 dias em cima de uma maca, no corredor do Pronto Socorro. O braço dele está quebrado em duas partes e mesmo assim ele permanece jogado por lá, à espera por uma vaga na cirurgia. O sofrimento parece estar longe do fim, porque a direção do hospital teria avisado que há 60 pessoas que o antecedem na fila de espera.
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Sentindo muitas dores, o marceneiro chora. O amigo de profissão há mais de 20 anos, Wanderlei Ferreira, 42 anos, comovido com o drama do colega, começou a fazer uma “vaquinha” para retirar Vilson de dentro da unidade de saúde e levá-lo para uma rede particular. “Não estamos suportando mais vê-lo neste sofrimento. Vários amigos estão sensibilizados também, por isso, nos estamos juntamos dinheiro, para dar dignidade a ele neste tratamento”, comenta. Até o momento, o grupo de amigos conseguiu juntar cerca de R$ 2 mil, mas eles necessitam de R$ 9 mil.
O pai do eletricista Cleidisson de Almeida estava tremendo e desorientado quando ele decidiu trazê-lo a unidade de saúde. No entanto, já havia duas horas desde a chegada e Cleidisson não viu ninguém ser chamado. “Vieram avisar que não tem médico. Não fizeram nem triagem. Toda vez é assim, parece que só atendem ortopedia”, reclamou.
Uma dor no peito tem incomodado o cozinheiro Francisco de Assis, morador do Mapim. Em mais de uma vez no hospital, nada foi resolvido. “Nunca tem médico aqui. É complicado, a gente morre à míngua esperando atendimento. Isso deve ser culpa dos políticos, porque, se botassem pessoas para trabalhar e pagassem bem, não faltariam médicos”, desabafou.
Outro Lado
A reportagem do GD tentou falar com a assessoria de imprensa do Pronto Socorro, mas até o fechamento da matéria não obteve retorno.
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Severino Morais - 25/03/2016
Tá feio Prefeita Lucimar. Mostre sua capacidade e força junto ao Governador e resolva isso.
1 comentários