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Para sobreviver 06.12.2018 | 07h30

Para sobreviver, ambulantes seguem vendendo produtos após notificação

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Entre as vendas de cuecas, meias, carteiras de cigarro, carregadores e até alimentos, ambulantes do centro de Cuiabá ficam atentos para o momento em que os agentes de fiscalização da prefeitura fazem uma ronda. Desde segunda-feira (3), uma equipe de fiscais realiza uma operação para retirar comerciantes que ocupam de forma irregular as ruas da capital.

 

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Na rua 13 de junho nesta quarta-feira (5), são poucos os que restaram. Escondidos atrás de postes e entre carros, eles tentam vender alguns produtos sem que sejam pegos pela fiscalização. "3 por 10 e um por 5", disse um vendedor que não quis ser identificado enquanto carregava em uma sacola escura os maços de cigarro.

 

"Olha lá, eles estão vindo", aponta um homem a uma vendedora, que se apressa para esconder seus produtos no carro, estacionado ao lado do ponto em que vende suas meias e cuecas. O alarme era falso. O clima, no entanto, é de receio. Poucos foram os ambulantes que se dispuseram a conversar com a reportagem.

 

Otmar de Oliveira

José Roberto Pereira

 

José Roberto Pereira, de 43 anos, é um dos que atua de forma irregular. Natural de Fortaleza, no Ceará, ele está em Cuiabá há um ano e desde então comercializa garrafas de água, que cobra R$ 2 a unidade. Ele assegura que sua mercadoria tem nota fiscal.

 

"Eu estava trabalhando e eles me pediram pra sair dali, mas hoje em dia é a minha única fonte de renda. Consigo ganhar o suficiente para pagar meu aluguel, dar pensão aos meus filhos e ainda me alimentar. Eu estou com medo de trabalhar", afirmou. "Eu tive a informação de que quando a gente chega para regularizar não tem vaga nem para quem já tem imagina para quem ainda está querendo cadastrar".

 

Nathany Aparecida, de 24 anos, está no ofício há 1 ano por influência de sua mãe, que vende roupas no centro há pelo menos 19 anos. Com o dinheiro que tira das vendas consegue pagar suas contas e sustentar um filho pequeno. 

 

"Não é fácil a regularização na prefeitura, todo mundo já tentou. Se fosse fácil todo mundo tinha. Eu acho que só consegue quem paga e não é pouco dinheiro. Todo final de ano é assim, depois passa", disse. "Por mês não dá para saber quanto eu ganho, mas tudo o que entra sai, tenho escola do meu filho, casa, tudo isso paga pagar." 

 

O secretário municipal de Ordem Pública, Leovaldo Sales, disse que nesse na segunda-feira os agentes fizeram apenas uma notificação. Segundo ele, os vendedores foram orientados a procurarem a Secretaria de Agricultura, Trabalho, e Desenvolvimento Econômico para saber quem vai poder permanecer no local ou não. 

 

“É a secretaria quem vai definir para onde serão encaminhadas essas pessoas. No Centro só vai ficar quem estiver regular. A partir de amanhã, os que permanecerem e estiverem sem autorização, estarão em condições de desobediência, descumprindo as normas do Código de Postura do Município. Vamos ordenar esse Centro”, disse.

 

Fiscalização 

 

A equipe de fiscais da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) já está nas ruas para execução do plano de operação para o ordenamento da área central de Cuiabá. Numa ação conjunta entre as secretarias de Mobilidade Urbana, de Agricultura, Trabalho, e Desenvolvimento Econômico, além da Vigilância Sanitária e da Polícia Militar serão retirados todos os vendedores ambulantes que estão ocupando de forma desordenada e irregular ruas e calçadas do Centro Histórico. 

 

As ações fiscalizadoras do Plano de Operação serão executadas por trinta agentes de Regulação e Fiscalização da Secretaria de Ordem Pública, divididos em duas equipes que desenvolverão as atividades operacionais nos dois períodos, matutino, das 06 às 12 horas e vespertino, das 12 às 18 horas. 

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