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12.11.2013 | 19h41

Passageiros usam guarda-chuva dentro de ônibus sucateado para se proteger de goteiras

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Reprodução/Facebook
Quem tinha guarda-chuva e pegou um ônibus da linha 323 em Cuiabá precisou usar o objeto dentro do coletivo para ser proteger das várias goteiras

Usuários do transporte coletivo em Cuiabá já estão acostumados a utilizar sombrinhas, guarda-chuvas e improvisar para se proteger do sol e da chuva quando estão em alguns dos vários pontos de ônibus que não dispõem de cobertura e nem banco para sentar. Mas nesta terça-feira (12), usuários que embarcaram num veículo da linha 323 da empresa Pantanal Transportes, que faz o trajeto CPA ao Fórum de Cuiabá e Centro até o bairro Porto, precisaram usar guarda-chuvas dentro do coletivo, pois tinham várias goteiras dentro. A água caía do teto e obrigava os passageiros a se protegerem mudando de lugar ou usando alguma proteção.

As fotos já circulam na rede social Facebook, sendo motivo de chacota. Quem fez as fotografias foi o fotógrafo Walter Machado que estava dentro do coletivo e aproveitou para registrar o flagrante dos passageiros usando guarda-chuvas para se proteger das várias goteiras dentro do ônibus. Vários bancos ficaram molhados.

Parece até piada, mas a situação é real e mostra as precárias condições dos ônibus, muitos sem ar condicionado, que as empresas colocam para atender os passageiros que pagam hoje a 3ª passagem mais cara do Brasil, atualmente, R$ 2,85, mas valor este, que está sendo cobrado irregularmente, conforme foi constatado em auditoria técnica elaborada e divulgada recentemente por técnicos do Ministério Público Estadual (MPE) e integrantes da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Cuiabá.

Reprodução/Facebook

O levantamento minucioso apontou que o valor da tarifa deve ser de R$ 2,63 e que portanto, as empresas estão cobrando 22 centavos mais caro do que o valor, apontado como preço justo para cobrir todas as despesas e ainda dar lucro de 12% aos empresários. O prazo de 5 dias concedido às empresas já venceu nesta segunda-feira (11), mas por sua vez, os empresários pediram prorrogação do prazo por igual período. Isso porque eles sinalizam que não concordam com a determinação de baixar o preço e a princípio contestaram a auditoria alegando que não foram convidados a participar e estão avaliando o resultado, os laudos e argumentos da auditoria para só então se posicionarem se vão ou não cumprir a determinação.

Outro lado:

Por meio de sua assessoria de imprensa a Associação Matogrossense dos Transportadores Urbanos (MTU) disse que até então desconhecia o problema de seu ônibus com várias goteiras. Mas garante que assim que ficou sabendo tomou providências e mandou outro carro para substituir o coletivo. Disse que o motorista comunicou à empresa e só concluiu a viagem até o ponto final e segui para a garagem. Um outro ônibus foi colocado para operar na linha que dispõe de 5 veículos. A MTU diz que não se trata de frota sucateada, pois sustenta que são ônibus com no máximo 5 anos de uso, pois teriam sido colocados para rodar em 2008.

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