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Deu em A Gazeta 24.08.2019 | 07h41

Queimadas colocam o mundo em alerta; MT lidera ranking

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Natália Araújo e Aline Almeida

redacao@gazetadigital.com.br

Estadão Conteúdo

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Aumento das queimadas na Amazônia repercute no mundo todo. Além da perda da flora e de fauna, da destruição da principal floresta existente na Terra, Alemanha e Noruega cortaram os recursos que enviavam ao Fundo da Amazônia para ações de prevenção e combate ao fogo. Finlândia, por sua vez, ameaça suspender a importação de carne brasileira uma vez que a principal causa das queimadas, segundo especialistas, é o desmatamento. Nesta sexta-feira (23), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) autorizou a contratação de brigadistas para mais de 50 municípios da Amazônia Legal que estão em situação crítica, 10 deles em Mato Grosso. O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou decreto de Garantia da Lei e Ordem (GLO) que permite o emprego das Forças Armadas no combate ao fogo e o Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento para levantar informações sobre a situação no Estado.

 

Dos 9 estados que compõem a Amazônia, Mato Grosso lidera o ranking de queimadas com 14.640 focos de calor de janeiro até 23 de agosto. No mesmo período do ano passado foram 7.493. Ou seja, os focos de calor aumentaram 95% de 2018 para 2019.

 

Para se ter ideia da dimensão do problema, em 3 dias (20, 21, e 22 de agosto), dos 141 municípios existentes no Estado, 64 (45,3%) tinham registro de focos de calor, de acordo com o boletim de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

 

Nos últimos 10 anos, também de acordo com o Inpe, apenas em 2010 Mato Grosso registrou mais focos de calor que neste ano. À época, foram 22.377 de janeiro a agosto. Mas o pior ano para o Estado foi 2004, com 44.152 focos no mesmo período.

 

Exército

Decreto assinado na tarde de ontem pelo presidente da República autoriza o emprego das Forças Armadas para “ações subsidiárias nas áreas de fronteira, nas terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas da Amazônia Legal na hipótese de requerimento do governador do respectivo Estado”. A autorização vale a partir de hoje até o dia 24 de setembro.

 

Ontem, o governo do Acre decretou estado de emergência por causa das queimadas. Ele é o segundo no ranking. Amazonas já havia decretado no início do mês.

 

Governo de Mato Grosso afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que não vai seguir os outros estados. O governador Mauro Mendes destacou que não há nenhum incêndio de grandes proporções que justifique a ação.

 

Conforme Mendes, os incêndios estão concentrados mais próximos às cidades e os focos estão sendo combatidos. Na Grande Cuiabá, ontem, eram 8 ocorrências. Durante a semana foram 70 atendimentos na região metropolitana.

 

Entretanto, houve outros chamados, como do incêndio na área de preservação permanente (APA) em Chapada dos Guimarães (67 km ao norte de Cuiabá). O incêndio começou no final da tarde de quintafeira (22) em um local de morro, com difícil acesso por terra. Uma equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) conseguiu controlar parcialmente as chamas. Porém, na manhã de ontem, o fogo voltou a se propagar e foi novamente controlado. Os incêndios já destruíram 12% do parque este ano.

 

Confira a reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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