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23.01.2018 | 17h42

Universitário dá sua versão sobre acusação de abuso sexual em ônibus

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Michael Dhefferson postou no faceboook sua versão sobre a prisão pelo crime de abuso sexual. 

O estudante de engenharia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Michael Defferson Borges, 20, usou sua página no Facebook, nesta terça-feira (23), para dar sua versão sobre a acusação de abuso sexual. Ele é acusado de, durante viagem de ônibus, tocar os seios de uma passageira. A denúncia resultou na prisão do rapaz na última sexta-feira (19) sem que a família dele fosse comunicada e processo criminal que deve responder na Justiça.

Solto na noite desta segunda (22) depois que a história repercutiu na imprensa, inicialmente como um caso de desaparecimento, e só então foi divulgado que ele estava preso, Michel postou uma mensagem pública em seu perfil relatando a prisão pelo crime de “estupro” ao qual disse ter confessado o ato por medo, inclusive, de ser morto. “Quando fui acusado tive medo de represaria e acabei concordando com tudo que estavam dizendo pra mim, até poder conversar com juiz, pois tenho um grande conhecimento do que acontece com pessoas que são acusados no meio de uma multidão, e eu temi a morte naquele momento”, relata.

Michael diz ter pensado que resolveria tudo no dia seguinte, sábado (20), e por isso decidiu não avisar os familiares sobre a prisão já que não queria preocupar a mãe. “Até então, imaginava ser um caso simples a ser esclarecido e que no outro dia (sábado) resolveria tudo na audiência ou até conversando com a moça que me acusou e resolvendo tudo”, explica.

Ele diz que no dia da audiência de custódia foi negado o direito de ser ouvido pelo juiz e a oitiva adiada para quarta-feira (24), sendo levado para direto para o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), o antigo Carumbé.

O universitário conta que só ficou sabendo que estava sendo procurado pela família através de um rádio que anunciou o seu desaparecimento. “Rapidamente pedi para falar com a assistente social e ela conseguiu entrar em contato com a minha família. Depois disso, algumas horas mais tarde, meus tios apareceram para ter notícias e foram avisados que meu alvará já havia sido expedido há algum tempo”, diz trecho do post.

Leia mais - Juiz revoga prisão de estudante da UFMT acusado de abuso sexual

Universitário desaparecido estava preso acusado por abuso sexual

Na mensagem Michael pede perdão aos familiares e que tudo seja esclarecido porque precisa se concentrar na faculdade. “Todos que me conhecem sabem a minha índole e minha vontade de crescer como pessoa para dar um futuro diferente para minha família. Só Deus sabe o que eu passei e estou passando até agora”.

Ele também agradeceu a força dos amigos que estiveram à sua procura quando foi dado como desaparecido pelos familiares, depois que avisou ter chegado na Capital, mas não foi para a casa. “Estou aqui para agradecer a cada um que se sensibilizou à minha procura, agora, mais que nunca, posso dizer que tenho muitos amigos e pessoas que gostam e zelam por mim”, diz no post. 

Entenda o caso 

Michael Dhefferson Borges foi dado como desaparecido pelos familiares após ter ligado avisando que tinha chegado em Cuiabá, na sexta-feira (19), pela manhã, e não ter sido encontrado em casa. Ele tinha passado férias na casa da mãe em Ji-Paraná (RO).

Na segunda-feira (22), os familiares receberam uma ligação informando que o rapaz havia sido preso e estava no Centro de Ressocialização de Cuiabá.

A prisão ocorreu em um flagrante registrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ainda dentro do ônibus de viagem. A vítima de 23 anos relatou que Michael havia tocado em seu seio por de trás da poltrona onde estava. O motorista do veículo parou no posto da PRF em Várzea Grande, onde ele foi conduzido à Central de Flagrantes e autuado pelo crime de abuso sexual.

Durante a audiência de custódia, Michael teve o flagrante convertido em prisão preventiva e foi levado ao CRC, no sábado (20). 

Nesta segunda-feira (22), o juiz Luís Augusto Veras Gadelha, da 5ª Vara Criminal de Várzea Grande, concedeu a liberdade provisória do rapaz que responde um processo criminal pela prática de ato libidinoso mediante fraude, descrito no artigo 215 do Código Penal, que tramita em segredo de Justiça.

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