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RECLAMAÇÕES CONSTANTES 04.09.2019 | 15h58

Vídeo mostra desespero de moradores diante de incêndio

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Vizinhos do Hospital Universitário Júlio Muller dizem que as reclamações quanto ao entulho no terreno alugado pela unidade são constantes. Usado como depósito de materiais que não são mais usados, o local é morada para animais peçonhentos e uma “bomba” no tempo seco. O forte calor, somado ao entulho e a uma possível faísca de solda resultaram no incêndio que apavorou a vizinhança. Vídeo mostra o desespero das pessoas diante das chamas altas e fumaça escura que tomou a rua.

 

Leia também - Fogo atinge terreno, casas e área de hospital no Alvorada, veja vídeo

 

Jucineide de Siqueira mora na casa ao lado do terreno incendiado há 41 anos, muito antes do hospital se instalar na vizinhança. Ela conta que a unidade aluga o espaço para descartar aparelhos médicos, macas e diversos pertencer hospitalares que não são mais usados.

 

Jéssica Bachega

Incêndio Alvorada família

 Jucineide se desesperou ao ver o fogo e fugiu do local com os netos

O entulho abriga animais peçonhentos e representa grande risco para quem mora na região. “Não tem um dia que eu não mate aranha dentro de casa. Já reclamei várias vezes para que limpassem o terreno, mas nada é feito. Isso é um perigo porque tenho crianças pequenas em casa”, pontua.

 

A mulher disse que foi a primeira a ver o fogo que consumiu o local nesta quarta-feira (4). Ela ouviu o estouro e logo a chama subiu, correu para avisar pessoas que estavam no laboratório ao lado e voltou para casa, onde um trabalhador podava as árvores e as crianças brincavam no quintal.

 

“Eu vi que o fogo estava subindo e o carro na garagem. Eu peguei as crianças, coloquei no carro e saí para rua. A casa pode queimar, mas a gente tem que preservar a vida. Achei que estava pegando fogo aqui já”, conta a mulher. As 6 crianças são netas da mulher e estavam desesperadas com o fogo. Em filmagem, ela aparece correndo desesperada. 

 

Logo que o incêndio começou, os vizinhos se apavoraram e alguns se arriscaram carregando baldes e tentando apagar o fogo com a água que tinha na caixa que abastece a casa de Jucineide.

 

“E se a gente estivesse dormindo? Como que iria ser?” questiona a moradora indignada. “Ai tem quilo de rato. Reclamo, aí eles vêm e limpa um pouco. Dalí uns dias tem 300 coisas de novo (sic)”, afirma.

 

Depois a Defesa Civil chegou e o Corpo de Bombeiros que para combater as chamas.

 

Outro vizinho ressalta que o local é usado como depósito há mais de 20 anos e as reclamações são frequentes, mas nunca atendidas. “Tudo de errado tem aí dentro. Entulho, ladrão escondido, usuário de drogas. Ninguém toma providência. Isso está para acontecer há muito tempo. Poderia pegar fogo na minha casa, na clínica do lado e ninguém cuida disso aí”, afirma Carlos Alberto Silva.

 

Segundo o morador, quando reclama o hospital alega que é federal e precisa de licitação para a limpeza e nada muda. “Aí fica desse jeito. Eu tenho filhos, família, tive que sair correndo do trabalho porque estava pegando fogo do lado da minha casa”, conta.

 

Jucineide conta que logo cedo havia homem trabalhando com solda no local e que tinha saído para o almoço quando o fogo começou.

 

Outro lado

O Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT/Ebserh) informa que o imóvel está alugado para guarda de documentos e equipamentos em desuso que estão sob avaliação para destinação final.

 

No imóvel, é efetuada manutenção periódica (limpeza, quinzenalmente e dedetização, conforme demanda) e por precaução, o fornecimento de energia elétrica estava desligado.

 

O HUJM aguarda laudo do Corpo de Bombeiros para futuras providências a respeito do incidente.

 

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