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conflito recorrente 05.01.2019 | 12h24

Vídeo mostra momento dos disparos entre grupos na fazenda de Riva

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Ana Flávia Corrêa, Arthur Santos da Silva, Pablo Rodrigo e Lázaro Thor Borges

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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Atualização às 12h18 do dia 6 de janeiro - Vídeo mostra o momento do início da troca de tiros na Fazenda Agropecuária Bauru (Magali), em Colniza  (1.065 km de Cuiabá), de propriedade do ex-deputado estadual José Riva, na manhã deste sábado (5).

 

Contrariando informações preliminares da Polícia Civil, que relatava duas vítimas fatais, apenas a morte de Elizeu Queres de Jesus, 38, foi confirmada. Moisés Ferreira, Valmir Nunes Januário, Tiago Alves Lopes, Naldes Apolinário Ferreira, Milton José da Silva, Marcos Martins do Prado, Antônio José da Silva, Manuel Ferreira e Thiago Bruno de Oliveira ficaram feridos. 

 

Leia também -Fazenda de Riva em Colniza é invadida; 1 morto e 9 feridos

 

Os feridos identificados como Milton e Thiago, que estão em estado mais grave,  foram transferidos de avião par ao Hospital de Juína (735 km de Cuiabá). Milton recebeu muitos tiros na perna e Thiago está com uma bala alojada no abdômen. 

 

De acordo com as primeiras informações,  segundo Derisvaldo de Sá,  é de que o grupo de trabalhadores rurais estavam na beira do rio quando foram surpreendidos pelos seguranças da fazenda. 

 

O presidente da associação de trabalhadores rurais que ocupava a fazenda do ex-deputado José Riva rebateu o ex-deputado e afirmou que não houve nenhuma emboscada nem qualquer invasão no conflito que provocou a morte de um posseiro e deixou nove feridos neste sábado (05).

 

Segundo Derislvado Corrêa se Sá, ninguém no local estava armado e os trabalhadores respeitaram a decisão judicial de reintegração de posse emitida no fim de 2018.

 

Um dos seguranças responsáveis pela proteção da área informou que os invasores estavam com armas longas, espingardas e armas de calibre 12 e 38. Eles tentaram incendiar uma caminhonete. 

 

A fazenda foi citada em delação premiada pelo ex-governador Silval Barbosa. Segundo ele, a propriedade foi negociada pela quantia de R$ 18 milhões. Silval está em Matupá e nao vai se manifestar sobre o ocorrido. 

 

O ex-governador delatou que em 2012 foi procurado por Riva. Houve uma proposta para compra do terreno em sociedade. Silval chegou a realizar o pagamento de parte, mas a área não foi transferida para o seu nome ou de familiares. Desde o acordo de colaboração, o ex-governador não mantém contato com o ex-deputado.

 

A Fazenda Bauru esta sob posse da empresa Floresta Viva, propriedade de Riva. A dona anterior, conhecida como Magali, briga na Justiça para retomar o terreno. O argumento é que a transação de compra e venda não foi totalmente paga. O assunto acabou judicializado. Liminarmente, Riva se sagrou vencedor. Caso ainda será julgamento em seu mérito (sentença).

 

A Delegacia de Polícia de Colniza solicitou reforço da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil, Ciopaer, da Secretaria de Segurança Pública, e peritos da Politec de Cuiabá para realizar os trabalhos de local de crime e necropsia.

 

Caso    

 

O Ministério Público alertou em outubro  que um grupo de aproximadamente 200 pessoas ocupou a Fazenda Agropecuária Bauru (Magali), que possui 46 mil alqueires. O clima no local era de tensão já que 30 seguranças privados contratados por Riva estavam se deslocando para a fazenda.  

  

Diante da situação, o MP comunicou novamente as autoridades competentes reiterando providências, já que havia possibilidade de um confronto entre posseiros e seguranças. 

 

De acordo com o MPE, a Fazenda Agropecuária Bauru vem sofrendo invasões desde o ano 2000 e que, após a reintegração de posse ocorrida em 2017, as ameaças se intensificaram até culminar com a invasão do grupo que tomou as terras à força.   

 

A preocupação do MPE é que ocorra novamente uma tragédia na região, assim como a registrada em abril de 2017, quando 9 trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados no Distrito de Taquaruçu do Norte.

 

Por meio de nota, a empresa que administra a fazenda afirmou que os invasores insistem em desrespeitar ordens judiciais, inclusive de afastamento dos limites da propriedade e cometem crimes ambientais e ameaças.

 

Confira a nota na íntegra:

 

"A empresa Floresta Viva, em decorrência dos últimos fatos ocorridos em sua propriedade rural situada em Colniza-MT, esclarece:

 

1) A Fazenda Bauru desde sua aquisição sofre inúmeras invasões ilegais, onde a propriedade é destruída e crimes ambientais são realizados. Todas as invasões foram devidamente comunicadas ao Poder Judiciário;

 

2) Os invasores insistem em desrespeitar as ordens judiciais, inclusive de afastamento dos limites da propriedade e, cometem toda sorte de crimes, como ameaça, crimes ambientais e etc. Tais ocorrências sempre foram devidamente comunicadas em tempo e modo as autoridades competentes; 


3) Em razão das inúmeras invasões, a empresa contratou uma empresa de segurança privada, devidamente registrada e previamente informada as autoridades, com a finalidade de proteger o local das inúmeras invasões; 


4)Infelizmente, no dia de hoje, empregados da empresa habilitada de segurança terceirizada privada, situada na Fazenda Bauru, sofreram uma emboscada realizada por terceiros, fortemente armados, que atentaram contra a vida dos seguranças e empregados da fazenda.

 

5) Lamentavelmente pessoas que se auto denominam trabalhadores rurais, mas que fazem parte de um grupo armado, novamente desrespeitando ordem judicial de reintegração de posse e de afastamento dos limites da propriedade, não somente atentaram contra a vida de pessoas como pretenderam com o uso da força, invadir a propriedade rural produtiva, para cometer crimes de toda ordem.

 

6)A empresa de segurança limitou-se a se defender no intuito de garantir a integridade física dos seus empregados.

 

7) A empresa Floresta Viva, imediatamente após o ocorrido, comunicou os fatos as autoridades competentes. 


8) Igualmente, como em todas as ocasiões, a empresa Floresta Viva levará a situação ao Poder Judiciário para garantir a ordem e o cumprimento da lei.

 

9) Por fim, a empresa lamenta o ocorrido, externando sua preocupação com a vida e integralidade física de todos os envolvidos."

 

Veja o vídeo:

 

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