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13.09.2018 | 14h44

63 milhões de brasileiros estão endividados, segundo SPC

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Pelo 11º mês seguido, o número de inadimplentes subiu em todo o país, restringindo o CPF de aproximadamente 62,9 milhões de pessoas, que somam 41% da população adulta. Os dados são da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).

Getty Images/Hemera

O número de consumidores com contas em atraso subiu 3,63% em agosto, quando comparado ao mesmo período do ano passado. O índice, porém, é menor que os resultados de junho, quando 4,07% dos consumidores criaram dívidas, e julho, que mostrou um aumento de 4,31% de endividados.

O Sudeste foi a região com o maior aumento de devedores, onde o avanço foi de 10,52%. Enquanto isso, o Centro-Oeste foi a região com menor aumento: 1,87%. Proporcionalmente, a região que concentra o maior número de inadimplentes é o Norte: 49% da sua população adulta está com o CPF restrito, o que representa 5,9 milhões de consumidores negativados. No Sul — região com menos inadimplentes — 37% dos adultos apresentam o “nome sujo”.

Recuperação lenta

Segundo o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, apesar de o recuo de 0,71% na comparação com o mês passado, a inadimplência segue elevada, refletindo as dificuldades econômicas do país.

— A recuperação econômica mais lenta do que o esperado cria dificuldades para a gestão do orçamento das famílias, frustrando planos e a volta do consumo. A reversão desse quadro passa por uma aceleração da atividade econômica, em especial, do emprego e renda, que são os fatores que mais pesam para a confiança do consumidor.

Jovens e idosos

É na população mais velha que se observa o aumento mais acentuado da inadimplência. Na comparação entre agosto de 2018 e agosto de 2017, houve um aumento de 9,56% a quantidade de inadimplentes com idade de 65 a 84 anos, atingindo assim 5,4 milhões de pessoas. Entre os brasileiros com idade entre 50 a 64 anos, a alta foi de 6,26%, totalizando 13 milhões.

A inadimplência apresentou queda somente entre os mais jovens. Considerando a população de 18 a 24 anos, houve um recuo de –23,20%. Entre os brasileiros de 25 a 29 anos, a queda foi de –5,63%.

Na avaliação do presidente do SPC, Roque Pellizzaro Junior, a diminuição dos índices entre jovens é resultado da entrada tardia no mercado de trabalho e da permanência prolongada dos idosos como força produtiva do país.

— Fora do mercado de trabalho pelas mais diversas razões, seja estudo, desemprego ou por opção, muitos desses brasileiros acabam ficando também fora do mercado de crédito, reduzindo o contingente de potenciais inadimplentes. Já entre os idosos, que estão permanecendo por mais tempo no mercado de trabalho, a renda mais curta nessa faixa etária e o aumento expressivo de gastos com saúde, por exemplo, podem desajustar o orçamento. 

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