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06.08.2016 | 11h15

Crianças devem aprender a usar dinheiro

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O educador financeiro Marcelo Rubles, que atende famílias em Cuiabá, afirma que é muito importante ensinar a criança à lidar com dinheiro já desde pequena.

Rubles diz que a hora de começar essa empreitada em casa é desde cedo. “Quem aprende a usar o dinheiro de forma consciente, não crescerá influenciado pelo consumismo desenfreado, desenvolverá hábitos saudáveis em relação às compras com consciência financeira”.

Ele adverte, que antes de querer passar regras, os pais “em primeiro lugar, precisam dar bons exemplos para os filhos em relação ao uso do dinheiro” E avisa que não é uma tarefa fácil mudar o modelo mental da forma de educar as crianças e jovens para gastos.

Ele é favorável às mesadas, na infância ou na adolescência, mas diz que isso não deve ser uma imposição ou obrigatoriedade.

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O educador financeiro Marcelo Rubles também aplica na família o que ensina.

Outra coisa que ele ressalta é que não basta entregar apenas o dinheiro. “É precisar ajudar a planejar como gastarão, ensinando sempre a guardar metade para realizar seus sonhos, como a compra de um celular por exemplo, e a outra parte para gastos diversos. Quando forem receber a mesada do mês seguinte, os filhos devem explicar para os pais como usaram o dinheiro, para verem se o planejado foi cumprido”, ensina.

Isso vale para quem tem pouco dinheiro para dar aos filhos também. Segundo ele, dá certo.
No caso dos filhos não usaram o dinheiro de forma prevista, os pais devem aproveitar o momento para conversar. “Tem que explicar a diferença entre o que é essencial e supérfluo”. Rubles não acha uma boa suspender a mesada como forma de punição.

Ele avalia que boa parte de nós somos inconsequentes com dinheiro porque não aprendemos a lidar com ele. “Quando uma pessoa aprende desde pequena que o dinheiro é um meio importante para realizar seus sonhos, aprenderá a poupar, terá paciência para adquirir bens no momento certo, e não antecipará compras por meio de empréstimos”, ressalta.

Experiências

A professora Patrícia Kolling é mãe de Mariana, de 1 ano e 3 meses. Um bebê ainda. Mas a mãe já percebeu que ela aprende imitando. “O exemplo é a melhor forma de ensinar qualquer coisa”, acredita Patrícia. Segundo ela, a filha ganha muitos presentes dos parêntese e, quando surge uma necessidade, vai à loja para comprar. “O que a gente compra por impulso ela acaba quase não usando”, constata. A menina também “herda” roupas e brinquedos de uma prima, o que na opinião da Patrícia também é uma forma dela ir percebendo que o reaproveitamento é uma ideia importante para o Planeta. Outra compra que ela rechaça é a compra de brinquedos demais. “A criança é lúdica. Ela brinca com pauzinho, pedra, folha”, comenta.

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Patrícia e Mariana: comprar menos, reaproveitar e 'sonhar'.

Maria Júlia tem 4 anos e Emmanuel tem 1. São filhos dos comunicadores Aliana e Cristiano Camargo. Sobre comprar, nessa fase das crianças, percebem que acham que tudo é fácil e que apenas querem e pronto. “Primeiro não compramos tudo que eles querem”, afirma Aliana. Para ela, uma boa forma de iniciar a educação financeira é também na mesa. “Mostrando que o alimento é sagrado e não pode ser desperdiçado”.

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Aliana, Maria Júlia e Emmanuel: comida é 'sagrada' e não se compra tudo que se quer.

Contra os 'canos'

Enquanto os pais procuraram educar para darem contra de atender os filhos com o dinheiro que têm, o que muitas vezes não é muito, entidades comerciais ligadas ao crédito, no Brasil, trabalham para formar consumidores mais conscientes e coibir “canos”.

Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mais brasileiros entraram na lista de inadimplentes no mês de maio deste ano. O número é alto, sendo que cerca de 50 mil CPFs foram incluídos em cadastros de restrição ao crédito no período, totalizando cerca de 59,2 milhões de consumidores com dívidas em atraso.

De acordo com a estimativa desses órgãos, 39,9% da população brasileira com idade entre 18 e 95 anos não pagaram em dia alguma conta e ficaram com o "nome sujo".

Segundo Satoshi Fukuura, da Siscom, empresa de recuperação de crédito, o indicado é que as famílias conversem para que todos tenham dimensão das finanças e possam traçar um objetivo em comum que facilite e contribua para atingir as metas sem que isso desestabilize as contas da casa.

Pensando nisso, a Siscom capacita seus colaboradores - em especial os jovens recém-bancarizados - a fim de incluí-los na cultura do crédito, os ensinando a usá-lo de maneira correta. “Percebemos que este trabalho apoia nossos colaboradores não só na organização da sua própria vida financeira, como também na maneira de negociar muito mais clara e mais próxima de realidade nossos clientes”, afirma Fukuura.

Para ele, “a educação financeira deveria ser ministrada desde a infância, visto que nossa juventude começa a ser inserida no mercado de consumo cada vez mais cedo”.
 

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