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12.03.2018 | 09h35

Gazeta Agro debate crescimento do setor agropecuário com presença de ministros - Acompanhe

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Atualizada às 11h19 - Mato Grosso é líder brasileiro na produção de soja, milho algodão e girassol. Também é o maior produtor de carne bovina e possui o 5º maior rebanho suíno. Com todo esse mercado no setor agropecuário, o Gazeta Agro, evento realizado pelo Grupo Gazeta de Comunicação, discute, na manhã desta segunda-feira (12), que medidas serão adotadas para potencializar ainda mais esse crescimento.

João Vieira

Participam desse debate os ministros Blairo Maggi, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Henrique Meirelles, da Fazenda e José Sarney Filho, do Meio Ambiente, além de autoridades do Estado. O Gazeta Agro tem como objetivo ampliar o espaço de reflexão entre os profissionais que atuam no agronegócio.

O evento durará o dia inteiro, primeiro, com a explanação dos ministros e o debate entre eles e as entidades do setor, como a Aprosoja Brasil, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da Associação das Indústrias Exportadoras de Carne, entre outras, pela manhã.

A tarde, haverá outro debate com os representantes do setor, com a participação do secretário de Política Agrícola do Mapa Neri Geler, do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Fábio Kanczuk e do vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil Tarcísio Hübner.  

João Vieira

João Dorileo Leal, presidente do Grupo Gazeta

Presidente do Grupo Gazeta abre o evento

Em sua fala de abertura, o presidente do Grupo Gazeta, João Dorileo Leal, destacou a trajetória da empresa na defesa do desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso. “Ao longo de 27 anos, temos pautado nosso trabalho nesse propósito”, disse, lembrando que a imprensa tem denunciado problemas e cobrado do governo melhorias no setor logístico, por exemplo.

Ele destacou a atuação do ministro Blairo Maggi na pasta da agricultura, dizendo que o mesmo honra a Mato Grosso com seu trabalho. Direcionando-se ao ministro do Meio Ambiente José Sarney Filho Dorileo afirmou a importância da sustentabilidade e da segurança jurídica no mercado mundial. Dorileo ainda apontou Mato Grosso como um estado onde os investimentos no setor agropecuário são certos.

                    

Governador critica falta de suporte da União

O governador Pedro Taques destacou que Mato Grosso diminuiu em mais de 80% o desmatamento desde 2004. Segundo ele, o Estado tem aberto o debate sobre os temas do agronegócio e do meio ambiente com as mais diversas entidades nacionais e internacionais, na busca de um plano estratégico para 2030.

Ele falou sobre isso rebatendo o que classificou como “preconceito” que os produtores sofrem, fazendo menção a um pequeno grupo de pessoas que se manifestaram no início do evento. “A nós cabe, como Poder Executivo do Estado de Mato Grosso superar desafios para que possamos construir um novo futuro”, disse, destacando o trabalho desenvolvido no setor de logística, com mais de 2 mil quilômetros de estradas construídas nos últimos 3 anos.

Por outro lado, afirmou que a União não construiu sequer 100 metros de estrada nesse período e criticou que Mato Grosso ajuda muito a União, mas que a União também precisa ajudar mais o Estado, que contribui com 13% da balança comercial do Brasil. Em relação a isso, citou os senadores Cidinho Santos (PR) e José Medeiros (Podemos) criticando o fato do Senado não estar colaborando com o Estado no que tange à regulamentação da Lei Kandir.


                

 Debate inicia com explanação do ministro do Meio Ambiente

Com a mediação do jornalista da Record News, Heródoto Barbeiro, o debate tem início com o ministro do Meio Ambiente José Sarney Filho, que ressalta o papel estratégico da floresta Amazônica como uma grande “bomba d’água” que distribui água para o continente sul-americano. Comemorou a redução dos índices de desmatamento da região, mas lembrou que há 4 anos, houve uma grande crise de água na região Sudeste, logo em seguida a maior seca no Nordeste e recentes racionamentos de água no Cerrado. Isso para afirmar que aquilo que o ser humano tem retirado da natureza, esta não tem dado conta de repor na mesma proporção.


Ministro Sarney Filho

O ministro afirmou que em sua gestão, tem diminuído a judiciliação de casos relativos a licenças ambientais e que tem percebido, por parte dos empresários do setor, uma maior preocupação em seguir as normas ambientais. "Hoje a gente não tem só que se preocupar com a qualidade da água, mas também com a quantidade da água", disse ao destacar a importância da preservação das nascentes.

 Blairo Maggi defende abertura do mercado agropecuário

O ministro Blairo Maggi começou sua fala agradecendo pelo espaço promovido pelo Grupo Gazeta e falou da satisfação em debater o agro dentro de seu estado. Ele também comentou a manifestação corrida no início, rebatendo a palavra de ordem: “O agro mata”, dizendo que isso ocorre quando o mesmo não cumpre com seu papel social e ambiental, deixando de levar os alimentos às pessoas.

João Vieira

Ministro Blairo Maggi e governador Pedro Taques

Afirmou que as pessoas precisam ganhar dinheiro e defendeu que os agricultores fazem a sua parte, lembrando que na década de 1970, Brasil importava alimentos, até mesmo carne, e que a partir de então, por meio de políticas públicas, o país passou a ser o 4º maior produtor de alimentos do mundo e que isso gera um mercado bilionário que se distribui em todos os estados. “Nós temos um mercado que é dinâmico, que é moderno e não temos medo de competir com ninguém mundo afora. Nós não perdemos pra ninguém!”, disse.

Nessa mesma linha, o ministro da Agricultura fez um apanhado do cenário burocrático e financeiro do setor no mundo, defendendo que o mercado agropecuário seja aberto, internacionalizado e menos burocratizado. "Temos que entener que outros países, outros compradores e produtores, competidores nossos querem se aproveitar das nossas falhas",disse, lembrando que a operação "Carne Fraca", ocorrida no ano passado foi um "terror" para o Brasil, momento em que ele teve que fazer a reposição da imagem do país frente ao mercado internacional.

Ministro da Fazenda afirma que Mato Grosso ajudou o país a sair da crise

João Vieira

Ministro da Fazenda Henrique Meirelles

O ministro da Fazenda Henrique Meirelles afirmou que desde 2016, o país voltou a crescer após a crise financeira e que o setor agropecuário foi o primeiro a colaborar com essa recuperação. Segundo ele, a expectativa de crescimento do PIB neste ano é de 3%. Também lembrou que o país tem voltado a empregar as pessoas, sendo 500 mil novas vagas no ano passado e que há expectativa de mais 2,5 milhões de empregos criados neste ano, o que tem dado para os brasileiros a confiança para voltar a consumir.

Em relação a Mato Grosso, ele apresentou números que mostram que a maior queda nos índices de emprego ocorreu no final de 2015, mas que já se recuperou desde o ano passado, bem como a produção industrial e de vendas do comércio varejista, que crescem mais do que a m´dia nacional. “Mostra o dinamismo e a força do consumo daqui”, afirmou.

O ministro defendeu as reformas promovidas pelo governo federal, como a reforma trabalhista, reforma Previdência, além da privatização da Eletrobrás. Disse ainda que o Estado tem o objetivo de simplificar a vida dos empresários no que tange a reduzir o tempo gasto com burocracia e pagamento de impostos para que sobre mais tempo para produzir.

Debate

Arlindo de Azevedo Moura, presidente da Abrapa, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), destacou o peso da logística no preço das commodities e questionou quando a obra de duplicação da BR-163 será concluída e quando haverá uma ferrovia para escoar a produção do estado. Blairo Maggi disse que nunca faltou dinheiro para isso, porém, lembrou dos empecilhos burocráticos na relação com empreiteiras.

O governador Pedro Taques concordou com Blairo e enfatizou a importância da ligação com o porto de Miritituba, no Pará, e convidou o ministro Henrique Meirelles a fazer o trajeto de carro para conhecer as dificuldades e reconhecer a importância de investimentos por parte do governo federal. A plateia aplaidiu. Em seguida, o ministro aceitou o convite e também foi aplaudido pela plateia.

Blairo Maggi comenta o fim da Lei Kandir:

                        

Antônio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) destacou alguns pontos que atrapalham o crescimento do setor agroindustrial e do estado, como a falta de logística, a demora na liberação de licenciamentos ambientais, a burocracia com a exigência de diversos documentos e a cobrança do Funrural, que aponta como ilegal, citando decisão do supremo Tribunal Federal (STF). Sobre este ponto, ele afirma que os produtores são contra e avisa que irão protestar em Brasília em breve.

O produtor se dirigiu ao ministro Henrique Meirelles para cobrar mais atenção do governo federal em relação à parte que Mato Grosso tem no FEX- Fundo de Exportação, que no ano passado representou R$ 500 milhões, sendo que o setor produtivo contribuiu com muito mais, afirmou. O governador Pedro Taques se juntou ao coro de Galvan e pediu ao ministro que pague o FEX no primeiro semestre.

Luciano Prado

Autoridades presentes no evento

Já no final do debate, Onofre Cesário de Souza Filho, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras, questionou a interferência do momento político-eleitoral na agropecuária e o ministro Henrique Meirelles, pré-candidato a Presidência da República afirmou que o momento é de avaliar quais as vontades da população para depois criar um projeto que alinhe as necessidades dos mais diversos setores, tendo em vista manter a inflação em baixa e o crescimento do emprego.

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