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06.12.2017 | 17h00

Juros fecham estáveis, em compasso de espera por votos da Previdência e Copom

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Os juros futuros fecham nos níveis dos ajustes anteriores, refletindo o compasso de espera da evolução do cenário para a votação da reforma da Previdência e também do comunicado da decisão de política monetária do Banco Central, a ser divulgado no início da noite desta quarta-feira, 6. Além de limitar a oscilação das taxas, a expectativa por estes eventos também resultou numa sessão de liquidez mais baixa do que o padrão.

No fechamento da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 tinha a mesma taxa do ajuste de terça-feira, de 7,04%. A taxa do DI para janeiro de 2020 fechou em 8,27%, de 8,28% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 encerrou no mesmo nível do ajuste anterior, com taxa de 9,18%, e o DI para janeiro de 2023 fechou com taxa de 10,04%, de 10,05%.

O governo seguiu na ofensiva para conseguir os 308 votos necessários para aprovar ainda este ano a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera as regras do regime previdenciário, mas nesta quarta ainda não houve nada concreto sobre o mapa de apoio, tampouco data oficial para votação.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reafirmou que não vai marcar a data enquanto não houver segurança dos votos necessários para a aprovação e que ainda não há o apoio de 308 deputados. A expectativa é tentar chegar a essa consolidação até a noite desta quarta.

Segundo o presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), já há ‘maioria‘ a favor do fechamento de questão na votação tanto entre a bancada do partido na Câmara quanto na Executiva da sigla. A direção da legenda está reunida para decidir qual será a posição oficial do partido.

A expectativa é de que a legenda decida pelo fechamento para obrigar os 60 deputados da sigla a votarem a favor da proposta. Por outro lado, o 1º vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), previu que a reforma da Previdência não será votada na Casa ‘de jeito nenhum‘ neste ano.

Com relação aos contratos de curto prazo, a oscilação restrita se justifica pelo consenso de apostas em torno do corte da Selic para o piso histórico de 7% pelo Copom na noite desta quarta. A maior expectativa é pelo comunicado da decisão, que poderá dar pistas sobre os próximos passos da política monetária e ancorar o quadro de expectativas para a reunião de fevereiro. 

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