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15.05.2017 | 09h00

Parque tecnológico mudará história de Várzea Grande

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Chico Ferreira

Região é conhecida como Chapéu do Sol

Em poucos anos, a cidade de Várzea Grande, que completa 150 anos hoje (15), se tornará um dos principais polos de desenvolvimento tecnológico e econômico de Mato Grosso. Pelo menos, esta é a previsão da gestão atual dos governos estadual e municipal. Na região conhecida como Chapéu do Sol, a 2ª maior cidade de Mato Grosso começa a expandir a área urbana, com a criação dos polos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), que estão em fase de construção. A região também abrigará o Parque Tecnológico de Mato Grosso, um espaço voltado à inovação e pesquisa em tecnologia, além de estrutura judiciária e investimentos imobiliários. Toda essa estrutura dará origem à uma nova Várzea Grande, uma cidade moderna e com grande potencial de desenvolvimento.

Para o funcionamento do Parque Tecnológico serão 80 hectares, sendo 16 (ha) de áreas públicas e 64 (ha) à iniciativa privada. O local deve abrigar um centro de inovação, incubadoras, aceleradoras, centro de pesquisa, edifícios corporativos, estacionamento, parques, restaurantes e prestadores de serviços. De acordo com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Domingos Sávio, o projeto inicial foi reduzido para caber no orçamento do governo.

A área construída inicialmente será de 16 hectares, sendo metade para receber as empresas e a outra metade para o Centro de Pesquisa, que vai abrigar instituições de ciência e tecnologia de educação superior, e que deve receber a Universidade de Mato Grosso (Unemat). O projeto apresentado ao governador Pedro Taques no fim de abril estima um orçamento de R$ 8,3 milhões para a construção do espaço. Os recursos são oriundos do Fundo de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) e, segundo o secretário, já estão garantidos no orçamento estadual. A Secitec prevê licitação dentro de 120 dias. Já as obras têm previsão de ficarem prontas em 1 ano.

O Parque Tecnológico irá abrigar também a 1ª unidade da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. A Unemat pretende implantar um laboratório de clima e meteorologia e um centro de inovação no local. “A ideia é que sejam construídos no Espaço Masterplan, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). No momento, a Unemat aguarda a doação da área para buscar o financiamento”, informa por meio de nota a instituição de ensino.
Segundo o gestor do projeto, Washington Fernando da Silva, a construção do Parque é formada por um comitê gestor, representado por entidades do setor empresarial, universidades e pelo governo do Estado. Domingos Sávio, informa que a gestão será por meio de Sociedade de Propósito Específico (SPE). “O modelo será gerido pelo MTPar e nós vamos tirar a responsabilidade do governo, em termos financeiros, e repatriar isso para as parcerias, para que o custo não recaia no colo do governo do Estado. Esse modelo jurídico foi indicado pela Certi de Santa Catarina (Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras), que é uma referência em parques tecnológicos no Brasil e que fez toda a assessoria ao Parque Tecnológico”.

Na mesma região, a cidade deve abrigar o campus da UFMT voltado às Engenharias. O campus irá receber, a princípio, 5 cursos: Química, Transporte, Minas, Computação e Automação e Controle. Os cursos, implantados desde 2014, funcionam provisoriamente no Campus Universitário de Cuiabá. As obras já estão avançadas e é possível perceber a evolução na região do Chapéu do Sol.

Efeito positivo

Os investimentos públicos na região atraem o setor privado que, mais adiantados, iniciam a instalação de condomínios residenciais e empresariais. A construtora Ginco já tem 2 empreendimentos. Segundo a empresa, com 15 anos de mercado, no Mirante do Pari, próximo à Passagem da Conceição, está sendo construído um bairro planejado, de aproximadamente 5,5 milhões m2 de área. O planejamento engloba moradias, negócios, lazer e bem-estar. Na região, a empresa entregou em 2016 o condomínio residencial Florais da Mata e lançou este ano o Ginco Empresarial Manhattan, o 1º empreendimento da incorporadora voltado para negócios.

A prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, frisa que a cidade busca nova identidade econômica, sem abandonar o potencial industrial e de prestadora de serviços. “O Parque Tecnológico deverá, além de potencializar a nossa industrialização, voltada principalmente para o agronegócio que é a mola propulsora da economia de Mato Grosso, nos transformar em um polo educacional, onde será formada a mão de obra técnica que atenderá indústrias e comércios que ali estarão”.

Empregos 

A implantação do Parque Tecnológico gera expectati­ va de 1,3 mil empregos dire­tos e indiretos nos 3 módu­los de funcionamento: Par­que Tecnológico (espaço pa­ra o desenvolvimento de inovação pelas empresas), Parque de Serviços (focado na promoção de serviços para empresas, indústrias e comunidade) e Parque Científico (espaço para for­mação e qualificação de pessoas, núcleos de univer­sidade, laboratórios e cen­tros de P&D). O Parque Tec­nológico terá 5 áreas de vo­cação, segundo o gestor do projeto, Washington da Sil­va, sendo elas: Agronegócio, Biotecnologia, Geociências, Química Verde e Novos Ma­ teriais e Tecnologias da In­ formação e Comunicação.

O projeto é esperado por moradores da região, que veem na expansão da cida­ de, a possibilidade de crescimento e de oportunidades de emprego. A estudante de Engenharia da Computa­ção, Suelen Barros, 28, mo­ra no bairro Jardim Taru­mã, e acredita no fortaleci­mento da Educação na ci­dade e na valorização imobiliária. “Mato Grosso está crescendo e precisa de novos profissionais. Não há necessidade de sair do Esta­do porque acredito que vão ser criadas novas vagas de emprego. Também haverá pesquisas. Para estudantes que gostam da área vai aju­dar muito, além das empre­sas da indústria”.

Lizandra Jesus, 18, estu­dante de Agronomia e mo­radora do bairro Chapéu do Sol, afirma que a cidade
precisa de mais estrutura em educação e geração de emprego. “As minhas expec­tativas não são tão boas,
porque eu acho que as obras são atrasadas. Eu tinha ex­pectativa de estudar na UFMT, mas acho que só
meus netos o farão. A cida­ de precisa de mais escolas, espaços de lazer e empre­sas. Metade das pessoas
aqui vai trabalhar em Cuia­bá, sendo que poderia tra­balhar mais perto de casa”.

Na análise da arquiteta Dorcas Florentino de Araú­jo, a expansão da cidade deve vir acompanhada de desenvolvimento em in­fraestrutura e investimento em saneamento, como o tra­tamento do esgoto, gargalos do município. “Várzea Grande foi construída a partir da ligação comercial com Cuiabá. Até 15 anos atrás a conurbação entre as duas cidades era muito grande e nos últimos anos vem mudando, com novas empresas e investimentos.

Mas precisa investir em mais infraestrutura, como pontes e avenidas que li­guem as cidades para facili­tar o acesso a quem vai pa­ ra o Chapéu do Sol, por exemplo, que tem uma pon­te em construção, e fazer o tratamento do esgoto para que o desenvolvimento não prejudique o ambiente”.

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