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14.11.2017 | 09h28

Itália fica de fora da Copa do Mundo pela primeira vez em 60 anos

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Com o empate por 0 a 0 diante da Suécia, em Milão, a Itália desperdiçou a última chance na repescagem europeia e, após 60 anos, estará de fora de uma Copa do Mundo. Será a terceira vez na história - e a primeira desde 1958, no Mundial da Suécia, que deu o primeiro título ao Brasil - que a tetracampeã Azzurra não disputará o título.

Em número de participações, a Itália, agora, está atrás apenas do Brasil (que na Rússia fará sua 21ª participação em 21 edições do torneio), e da Alemanha, que na Rússia fará sua 19ª aparição; após o fracasso nas eliminatórias, agora, a Azzurra estacionou em 18 presenças.

A primeira vez que a Azzurra ficou de fora foi na edição de estreia, em 1930, no Uruguai, quando muitos países europeus abdicaram de disputar a competição por causa da cara e cansativa viagem de navio até a América do Sul – apenas Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia representaram o continente.

Depois dos títulos em 1934 e 1938, a Azzurra voltaria a se ausentar de uma Copa em 1958, na Suécia, porém desta vez por demérito próprio. Nas Eliminatórias da Europa, a então bicampeã dividiu grupo com Irlanda do Norte e Portugal e chegou à última rodada precisando de apenas um empate para se classificar.

No entanto, em 15 de janeiro de 1958, acabou derrotada pelos norte-irlandeses em Belfast por 2 a 1 – o gol da Azzurra foi marcado pelo ítalo-brasileiro Dino da Costa – e terminou a chave na segunda posição, ficando de fora do Mundial.

Desde então, a Itália esteve presente em todas as Copas e ainda ganhou mais dois títulos, em 1982 e 2006.

TRAGÉDIA

A "tragédia" vinha sendo anunciada desde a Copa da África do Sul, quando os então campeões não passaram da primeira fase. Um novo fracasso no Brasil, em 2014, não fez com que os dirigentes italianos abrissem os olhos para o empobrecimento da Azzurra.

O mau momento do futebol italiano pode ser explicado pelo futebol praticado dentro da "Bota". Neste século apenas três "orelhudas" foram para Milão: duas vezes com o Milan e uma com a Internazionale.

No campeonato nacional, quarto em interesse na Europa, atrás de Espanha, Inglaterra e Alemanha, o domínio absurdo da Juventus e seus seis títulos consecutivos demonstra a falta de equilíbrio e de poderio técnico das equipes.

Um dos motivos apontados seria o excesso de jogadores estrangeiros que impediria o surgimento maior de jovens talentos, que precisam disputar espaço com atletas vindos de outras partes do mundo.

Há menos de um ano e meio no cargo, Giampiero Ventura parece que ainda não conseguiu transmitir para os jogadores a sua ideia tática.

O estilo calmo de Ventura, com ceterza, será criticado ao extremo pela crítica mídia italiana, que não respeitará os 40 anos de trabalho do treinador.

O futebol italiano sofrerá, agora, uma profunda reestruturação desde as categorias de base dos grandes times.

 

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