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31.12.2014 | 07h50

Roubo de avião em campanha é coberto por mistérios

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A campanha eleitoral de 2014 em Mato Grosso foi marcada pelo roubo de uma aeronave da então candidata ao governo Janete Riva (PSD) e sequestro do piloto e co-piloto que a condiziam. Neste dia 31 de dezembro são completados 71 dias do sumiço do avião King Air, modelo C90GTI, de 2006 (prefixo PR-ATY), e dois meses da soltura e retorno das vítimas.

O crime é coberto de mistérios, uma vez que até hoje não houve conclusão do caso. Quando completados 60 dias do roubo as investigações passaram a ser conduzidas pela seguradora que ainda não tem pista do paradeiro do veículo.

O roubo ocorreu na cidade de Pontes e Lacerda (448 km a oeste da Capital), quando os pilotos Evandro Rodrigues de Abreu e Rodrigo Frais Agnelli aguardava a equipe de campanha de Janet Riva para seguir para Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km da capital. Os criminosos armados invadiram o avião no momento em que estavam apenas os pilotos e os fizeram decolar.

Depois de passados 40 dias nas mãos dos sequestradores, as vítimas foram liberados no dia 28 de outubro após sequestradores e o possível comprador do avião terem se desentendimento.

Os pilotos percorreram um trajeto a pé que durou quase dois dias atravessando três cidades bolivianas. Na madrugada dia 30, eles conseguiram carona até a cidade Guajará-Mirim (RO). De lá, entraram em contado com o deputado estadual José Riva (PSD) que enviou uma aeronave – também de propriedade da família Riva – que o trouxeram para Mato Grosso. Eles desembarcaram no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, no mesmo dia reencontraram as famílias e relataram o drama vivido.

Durante todo o período em que estiveram em cativeiro os pilotos afirmam que não sofreram nenhum tipo de ameaça ou agressões físicas por parte dos dois sequestradores que eram brasileiros. “Não foram rudes, só apontaram a arma no dia do sequestro. Em nenhum momento fomos maltratados, nem verbalmente ficamos”, conta Evandro de Abreu.

Ao desembarcarem as vítimas contaram que até aquela data não havia informações de qual seria o paradeiro da aeronave e suspeitam de que no momento do sequestro não havia um comprador definido. “Se eles vendessem essa aeronave antes ele traria a gente de volta. Não acredito que a aeronave tenha sido encomendada porque até agora não foi fechada a venda”.

Na mesma ocasião, o José Riva, ainda tinha esperança de localizar o avião a partir das “coordenadas” dadas pelos pilotos. Durante o tempo em que os pilotos estiveram sobe a mira dos criminosos, a aeronave passou por modificações que alteraram a cor, o prefixo e tinha ganhado um tanque de combustível adicional para ganhar mais tempo de vôo.
 

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