polêmica do celular 07.09.2019 | 10h22

redacao@gazetadigital.com.br
Luiz Leite
A polêmica envolvendo um advogado que teria sido preso na quinta-feira (5), por ordem de uma juíza, fez a Associação Mato-Grossense de Magistrados (Amam) sair em defesa da magistrada, que estaria sendo responsabilizada pela prisão do jurista.
O caso ocorreu no Fórum de Cuiabá. A juíza Renata do Carmo Evaristo de Parreira informou que o advogado Diego Osmar Pizzatto estava, durante audiência, fazendo uso de um celular compartilhando informações com o seu cliente, reeducando Centro de Ressocialização da Capital (CRC). Conduta que não é permitida.
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Policiais militares foram acionados pela magistrada. O advogado foi para a delegacia, mas dirigindo o seu próprio veículo.
Nota de esclarecimento da Amam
A Associação Mato-Grossense de Magistrados (AMAM), em virtude dos fatos noticiados a respeito da “prisão” de um advogado em Cuiabá, na tarde da última quinta-feira (5) – utilizando um aparelho celular durante audiência no Fórum da Capital, vem por meio desta informar que:
- Foi observado pela magistrada, conduta incorreta do advogado que, dentro da cela anexa à sala de audiência, passou seu celular ao réu - conduta esta vedada. O fato, inclusive, foi confessado pelo indiciado em depoimento e presenciado pelo
promotor de justiça.
- Em nenhum momento a juíza deu ordem de prisão ao advogado. A Coordenadoria Militar foi acionada e, diante dos fatos, o advogado seguiu para a delegacia, em veículo próprio, para prestar esclarecimentos – não houve prisão.
- Em casos como este, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) precisa ser informada do ocorrido, porém, não é atribuição do magistrado realizar este contato, conforme disciplina o artigo 7 do estatuto da OAB.
Portanto, a juíza Renata do Carmo Evaristo de Parreira, da 9ª Vara Criminal de Cuiabá, agiu em conformidade com a lei. Sua conduta não constitui abuso de autoridade ou qualquer outra ilegalidade e respeitou as estritas balizas da lei. A propósito, às
prerrogativas do advogado não lhe dá direito de agir de forma contrária à legislação.
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Odair - 10/09/2019
Esta juíza é um exemplo de profissional, já presenciei seu trabalho na comarca de Poxoréo e Primavera do Leste. Infelizmente alguns Advogados vem se aproveitando da OAB mesmo estando errados, curioso é que as prerrogativas sempre são colocadas a frente deixando a entender que não há uma fiscalização pela própria OAB aos perniciosos Advogados.
1 comentários