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CITADOS NA GRAMPOLÂNDIA 18.07.2019 | 17h56

Após acusação, membros do MPE pedem para ser investigados

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

Cinco promotores de Justiça do Ministério Público Estadual (MPE) pediram para serem investigados quanto as imputações feitas por réus da Grampolândia Pantaneira. Os servidores são acusados de utilizarem da "Barriga de Aluguel" em interceptações telefônicas e desvio de verba secreta destinada às investigações.

 

Leia também - Cabo confessa falsificação para atender promotor de Justiça

 

Os promotores membros do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Marco Aurélio de Castro, Marcos Bulhões, Marcos Regenold, Samuel Frungilo e o procurador Paulo Prado afirmam que as acusações dos réus da Grampolândia são caluniosas, difamatórias e injuriosas.


“Em verdade, tratam-se de réus confessos que se veem na iminência de sofrerem justa condenação pelos crimes que praticaram e que, em atitude desesperada, resolveram atacar infundadamente membros da Instituição que os denunciou”, diz o documento.

 

O pedido foi encaminhado nesta quinta-feira (18) à Corregedoria Nacional do Ministério Público (CNMP), Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso e Corregedoria-Geral do Ministério Público do Estado de Mato Grosso para que se apure a denúncia.

 

“Para que não paire quaisquer dúvidas acerca da idoneidade, da conduta pessoal e funcional, bem como da lisura dos procedimentos adotados pelos peticionantes quando do exercício de suas funções, especial ao combate às organizações criminosos e à corrupção junto ao Gaeco”, consta no pedido.

 

Essa semana, os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e o cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa confessaram a participação nos grampos clandestinos e denunciaram que a prática é recorrente entre os promotores do Gaeco.

 

Além dos 5 promotores que assinaram o documento, os militares também apontaram Célio Wilson Oliveira como autor de irregularidades, porém ele se aposentou das funções em janeiro desse ano.

 

Os réus pontuam que os promotores ordenavam que buscassem dados telefônicos dos alvos de interesse em outras ações e inserisse os números em processos em andamento a fim de conseguir decisão judicial para a interceptação junto a operadora de telefonia.

 

Também se utilizam da verba secreta destinada a despesas com investigações para uso pessoal. Alguns compraram cães, consertaram motos e adquiriram rastreadores de veículos com o valor que era entre R$ 4 mil a R$ 5 mil mensal para cada promotor.

 

Essa semana, o MPE já iniciou apuração quanto ao uso da verba secreta e a doação de ferramenta do MPE à PM para prática de escutas ilegais. Também anuncidou instauração de inquéritos para apurar as denúncias feitas pelos réus e irá auditar o sistema Guardião, usado pelo Gaeco para interceptações. Por meio de nota emitida nesta quinta-feira (18), o MPE informou que está tomando todas as providencias cabíveis e que a nova administração trabalha no fortalecimento do Gaeco.

 

Grampolândia
As escutas tiveram início em agosto de 2014 e atingiram diversas personalidades do Estado. Em depoimento na terça-feira (16) e nesta quarta (17), os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e o cabo Gerson Corrêa confirmaram que praticaram as interceptações ilegais e que a iniciativa partiu do ex-governador Pedro Taques (PSDB), com plano orquestrado pelo primo e Paulo Taques.

O interesse era grampear inimigos políticos e pessoas ligadas a eles durante a campanha de 2014, na qual Pedro Taques foi eleito governador.

As escutas se estenderam até outubro de 2015 e atendia interesses políticos da dupla Taques.

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Comentários

Antonio Carlos Diniz Salles - 18/07/2019

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