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CASO RODRIGO CLARO 22.04.2019 | 17h45

Bombeiro diz que caldos são usados nos cursos para proporcionar situações reais

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Primeiro-tenente Daniel Alves de Moura e Silva prestou depoimento, nesta segunda-feira (22), na 11ª Vara Criminal Militar sobre o caso Rodrigo Claro. Ele faz parte das testemunhas arroladas pela tenente Izador Ledur de Souza Dechamps, acusada de matar e torturar o ex-aluno Rodrigo Claro durante curso de treinamento do Corpo de Bombeiros.

 

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Há 8 anos dentro da corporação, o militar contou sobre suas especializações em salvamento veicular, busca e resgate, incêndio florestal e mergulho autônomo. Apesar de não estar presente no dia do treinamento que resultou na morte de Rodrigo, ele afirma ter participado dos cursos como instrutor, monitor e até coordenador.

 

Em depoimento, Daniel foi bem detalhista sobre as técnicas e procedimentos realizados durante o curso e admitiu ser bastante exigente com o seu pelotão. "Eu não aceito que o aluno fale na minha instrução. Eu falo e ele tem que ficar quieto. A gente cobra", afirma. Em seguida ele justifica o uso de materiais como corda, nadadeira e outros utensílios utilizados pelos bombeiros para obter a atenção dos alunos durante o treinamento.

 

"A gente utiliza o equipamento da instrução para chamar atenção. Se é altura, usa corda, se na água, nadadeira. Isso não é para menosprezar, pra lesionar, maltratar ou humilhar o aluno, nunca. A intenção de tocar no aluno é para chamar a atenção", pondera.

 

Questionado pela defesa de Ledur sobre as sessões de caldos, Silva descreve a ação como parte normal do treinamento. "Nós treinamos para situações complicadas. Coloca o aluno debaixo d'água e solta para ver a reação do aluno. Isso é para proporcionar ao aluno uma situação mais próxima da realidade. O treinamento do bombeiro é difícil pra na vida real ele sentir mais fácil", relatou.

 

Ministério Público, junto ao advogado da família de Rodrigo Claro, perguntou até que ponto são usados esses tipos de treinamentos ao que Daniel afirmou que o instrutor sabe do limite. "Quando o aluno começa a forçar a gente de forma desesperara, aí a gente joga o flutuador. A gente percebe quando o aluno é capaz. E nós percebemos esse limite", pontua Daniel.

 

Durante o depoimento, Daniel frisou que no início do curso é orientado aos alunos que têm dificuldades com nado a fazer aulas para ter melhor desempenho no momento do treinamento aquático. Ele aproveitou para elogiar a tenente Ledur pela disposição em ajudar os alunos. "Todos [instrutores/monitores] falavam fica aí que vou lá ensinar. Ficava até mais tarde. Tinha vez que aluno pernoitava no quartel para começar cedo. Cansei de ver ela [Ledur] perder o final de semana para ensinar aluno a nadar", disse o bombeiro.

 

Também estava prevista a oitiva do também primeiro-tenente, Felipe Mançano Saboia. Porém a defesa de Ledur pediu pela desistência da oitiva sem inquerir outra testemunha. A próxima audiência esta marcada para segunda-feira (29).

 

João Vieira

Rodrigo claro, família

 

O caso

 

Rodrigo Claro morreu no dia 15 de novembro de 2016 após participar de treinamento e atividades aquáticas, pelo 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso. Segundo denúncia do Ministério Público, a vítima foi submetida a sessões de afogamento durante a travessia na lagoa, sob o comando da tenente Ledur, o que resultou na morte.

Ledur responde também processo criminal, por tortura com resultado morte, na Justiça Militar. 

 

A tenente ficou mais de 700 dias de licença médica após a morte do aluno. Voltou recentemente para a corporação e tenta a promoção para capitã.

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