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Discórdia nos grampos 17.07.2019 | 15h54

Cabo acusa seis promotores de irregularidades no Gaeco

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João Vieira

João Vieira

(Atualizada às 17h51) Gahyva relata que trabalhou no Gaeco por algum tempo e questiona ao réu se, durante esse período, viu irregularidades entre os promotores. "Sim. várias né doutor" afirma. Nos 14 anos em que atuou no Gaeco, Gerson afirma que trabalhou com cerca de 20 promotores. Destes, 6 estão acusados de irregularidades Março Aurélio, Paulo Roberto, Marcos Regenold, Célio Wilson e, indiretamente, Marcos Bulhões que assumiu o Gaeco durante afastamento de Marco Aurélio.

 

(Atualizada às 17h46)O promotor Vinícius Gahyva insiste que os fatos narrados pelo réu não têm relação com os crimes militares dos quais ele é acusado. "Mas para explicar os fatos eu tenho que contextualizar e contar tudo. Isso pode ser aproveitado em outras ações", se defende.

 

(Atualizada às 17h42) Quem queria ficar um ano preso segurando bronca dos outros como eu fiquei? As coisas das que sou acusado na grampolândia eu fiz a vida toda no Gaeco. Eu sou criminoso, estou assumindo. Mas quero que os que fizeram a mesma coisa que eu sejam investigadas", afirma cabo Gerson ao ser indagado pelo promotor que questiona se a barriga de aluguel é praticada por todos os promotores de Justiça.

 

(Atualizada às 17h18) Questionado, cabo Gerson afirma que fez as escutas por Lealdade, unicamente, ao coronel Lesco. "Eu nunca ganhei um centavo. Pelo contrário, eu gastei pagando estacionamento. Pensei muito sobre essa motivação, principalmente quando estava preso, só consigo dizer que foi por Lealdade. Lesco sempre terá minha amizade, tanto que eu segurei pra ele nos dois primeiros depoimentos e ontem, para minha felicidade, ele contou tudo"* relata.
Gerson pontua que achou que estaria protegido, porque Lesco o convidou para o esquema.

 

(Atualizada às 17h01) Um dos juízes militares quesrtiona o cabo Gerson como ele pretendia fazer delação premiada junto ao MPE denunciando membros do MPE. "Eu bati na porta de quatro órgãos distintos e não consegui. Falei com os policiais e o processo foi para o MPE, depois para o STJ e depois voltou para o MPE. Eu não críiico o promotor Alan Do Ó, porque ele não tinha competência. Mas depois ele ficou me críiicando. Brigando comigo aqui", afirma.

 

Gerson relata que procurou o procurador Domingos Sávio do Naco por confiar que teria sucesso na delação, pois "confiava nessa gestão". "Se fosse na gestão passada, eu seria esculachado. Mas um mês depois, ele dá um despacho horroroso desse. Com todo respeito, isso precisa de dar explicações"

 

(Atualizada às 16h54) As tais placas do Gaeco usadas nas escutas estavam com cabo Gerson. Ele disse que as escondeu na casa da sua mãe até 2017. "Eu guardei por muito tempo e as destrui porque temi uma busca e apreensão na casa da minha mãe. Não dava para periciar e pegar as escutas, mas podia comprovar que elas eram do MPE".

 

(Atualizada às 16h50) O réu afirma que eram muitos números e ligações para serem ouvidas. Gerson e os dois militares que o ajudavam não conseguiam surprir toda demanda. "A gente ouvia o que estava mais urgente, prestes a ter flagrante"

 

(Atualizada às 16h48) Gerson conta que tinha atrito com a chefe imediata major Fleck, porque ela teria ciúme da relação dele com Marco Aurélio, já que ele tinha livre acesso ao gabinete do promotor. "Eu queria mesmo bisbilhotar o que ela estava falando. Eu tinha uma ferramenta na minha mão e usei. Coloquei o nome dela na escuta", relata.

 

(Atualizada às 16h28) Cabo Gerson afirma que nunca houve suspeita de atentado contra o governador. Foi Paulo Taques que mandou grampear a secretária Carol por suspeita de que estivesse vazando informações importantes da Casa Civil. "Foi Paulo Taques que saiu com isso depois da interceptação de Carol e Tatiane Sangali. As delegadas podem ter sido induzidas a erro? Não sei", pontua.

 

(Atualizada às 16h26) "Informações dos áudios nunca virão à tona. Eu queria ter para trazer aqui, mas não tenho. Eu destrui tudo. Quebrei tudo e joguei no rio", relata o cabo. Os únicos registros da grampolândia são pen drives com gravações que foram entregues por Gerson a Paulo Taques.

 

O sistema foi encerrado em outubro de 2015, quando o então secretário Mauro Zaque falou para o coronel Zaqueu que sabia das irregularidades. Zaqueu ordenou a Gerson para que parasse as escutas e destruísse tudo. "Eu saí procurando tudo e destruí".

 

(Atualizada às 16h20) - Em fevereiro de 2015 foram incluídos nomes importantes, entre eles o do analista do vice governador Carlos Fávaro. "Não podia investigar o vice governador e o principal analista dele foi interceptado". Gerson explica sobre as escutas dos médicos, que seriam para apurar supostas irregularidades em Oss em Alta Floresta.

  

(Atualizada às 16h12)Cabo Gerson conta que o primeiro relatório tinha nomes e telefones de policiais e traficantes e foi feito em setembro de 2014. O segundo continha nomes de pessoas ligadas ao pleito político. Entre eles, Vinícius Hugney que iria comprar votos nas eleições, Eduardo Gomes Silva Filho, José do Patrocínio, José Antônio Rosa, Romeu Antônio da Silva (Seduc), Larissa Malheiros (Casa Civil), José Marcondes, coronel Mendes, Tatiana Sangali.

 

(Atualizada às 16h07) "Quando comecei a operar, identifiquei que as placas usadas eram do Gaeco. Agora como essas placas foram parar nas mãos de coronel Zaqueu? Eu sei que eram do Gaeco porque elas ficavam sob minha responsabilidade no Gaeco e as entreguei nas mãos do procurador Paulo Prado. Depois nunca mais vi as placas, até começar a operar as escutas. Em consulta à empresa, confirmamos que era do Gaeco mesmo e que elas ainda estavam boas para uso", declara.

 

Ainda no depoimento, cabo Gerson Corrêa afirma que no primeiro momento a ilegalidade das escutas não foi mencionada. Tudo ficou claro na reunião com Paulo Taques. "A grampolândia foi criada no restaurante Reserva", afirma.

 

O réu pontua que a primeira escuta tinha apenas nomes de policiais e o relatório foi encaminhado para a Daci. No encontro com Taques, que se apresentava como emissário do senador Pedro Taques, foi tratada sobre a segurança do esquema, as decisões que seriam usadas e como tudo seria feito.

 

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