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Grupo Petrópolis 20.10.2018 | 11h30

Cervejaria pagou R$ 3 milhões a Pedro Taques para continuar com incentivos, afirma delator

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Detalhes do acordo de delação premiada firmado por Alan Malouf, empresário que admitiu em juízo ter arrecadado dinheiro para caixa 2 da campanha vitoriosa de 2014 do governador Pedro Taques, apontam que a Cervejaria Petrópolis doou R$ 3 milhões ao então candidato em troca da manutenção de incentivos fiscais que a empresa já vinha sendo beneficiada na gestão de Silval Barbosa.

 

A delação foi firmada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e agora deve o sigilo derrubado. No acordo, o delator faz confissões sobre o funcionamento de diferentes esquemas visando angariar recursos para a companha do tucano, que na época estava filiado ao PDT.

 

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Alan Malouf e Pedro Taques

 Alan Malouf e Pedro Taques

Malouf afirma que participou em 2014 de uma reunião na casa de Pedro Taques onde presenciou Paulo Taques, que é primo do governador e foi secretário-chefe da Casa Civil por 1 ano e 4 meses, ligar para um diretor da Cervejaria Petrópolis e solicitar uma doação de mais R$ 2 milhões para ser utilizada na campanha. Até então, o valor doado pela cervejaria era de R$ 1 milhão, segundo o delator.

 

Trechos de matérias publicadas na imprensa também são anexados ao acordo de delação, mostrando que o Ministério Público Estadual (MPE) queria o fim dos incentivos fiscais ao Grupo Petrópolis e ainda que o grupo empresarial seria investigado pela CPI da Renúncia e Sonegação fiscal instalada na Assembleia Legislativa. A empresa é dona de várias marcas de cerveja dentre as quais estão a Itaipava, Crystal, Petra, Black Princess e outras.

 

“O peticionante informa que teve conhecimento de que a referida cervejaria é beneficiária de incentivos fiscais no governo do Estado, e que referidos incentivos não são isonômicos quanto aos incentivos vigentes para outras empresas atuantes no mesmo segmento. Que o peticionante percebeu neste momento que a empresa efetuou a doação com o objetivo de que o novo Governo não interferisse nos incentivos fiscais da qual a empresa é beneficiária”, diz trecho da delação.

 

O ex-governador Silval Barbosa, outro delator que confessou a prática de vários esquemas de corrupção em sua gestão, também já havia afirmado em sua delação homologada pelo Supremo ter recebido R$ 12 milhões da Cervejaria Petrópolis.

 

Em troca, ele, enquanto chefe do Executivo, garantiu a renovação de benefícios fiscais para o grupo empresarial. Barbosa relatou que em 2010, quando assumiu o posto de governador e iniciou sua campanha para reeleição, entrou em contato com o empresário Valter Farias, dono da Cervejaria Petrópolis, para combinar uma visita no Palácio Paiaguás e conseguir doação financeira. No encontro, ele garantiu que pediu a contribuição e o dono da cervejaria concordou.

 

Pedro Taques nega as acusações de Alan Malouf. 

 

Confira abaixo a nota divulgada por sua assessoria:

 

Conforme já declarado desde 2016, o governador Pedro Taques nega a prática do chamado “Caixa 2” em sua campanha eleitoral ao Governo de Mato Grosso em 2014 e tampouco autorizou vantagens indevidas a qualquer empresa durante o exercício do mandato.

 

Apesar de citado por delator em acordo de delação premiada, Taques não é réu no processo da chamada “operação Rêmora” e terá direito a ampla defesa nos autos. O governador já constituiu advogados para atuar no processo e garantir que a verdade prevaleça.

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