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09.03.2018 | 17h01

Defesas de militares processados por grampos agem de má-fé, diz promotor

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O promotor Milton Pereira Merquiades criticou a insistência dos militares acusados das interceptações telefônicas clandestinas, operado em Mato Grosso, em atribuir a responsabilidade do crime ao sistema de vigilância “Guardião”, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado (MPE).

A crítica ocorreu durante o julgamento da ação penal sobre o caso, na manhã desta sexta-feira (9). Na ocasião, a defesa do cabo Gerson Corrêa Júnior, um dos réus no processo criminal aberto contra 5 policiais militares, afirmou que as escutas passaram pelo Gaeco.

João Vieira

Promotor Milton Pereira Merquiades 

Além disso, o próprio ex-secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, afastou da PM e do governador Pedro Taques a responsabilidade sobre as interceptações.

Leia mais - Ex- secretário Rogers Jarbas incrimina delegados por grampos

Para o promotor, no entanto, a defesa faz uma tentativa de “jogar a culpa” para o sistema de interceptações telefônicas sob a responsabilidade do Ministério Público do Estado, conhecido como “Guardião”, por mera “má-fé”.

“A informação que eu tenho da coordenação do Gaeco é que essas escutas não passaram pelo Gaeco. Se elas não passaram, qualquer tentativa de envolver o Guardião do Gaeco nisso é mera má-fé, ou estratégia da defesa. A estratégia a gente combate no processo”, disse.

Tentativas nesse sentido, segundo o promotor, são somente para “tumultuar” o processo que apura a existência de intercepções ilegais que teriam vitimado centenas de pessoas, entre políticos, empresários, jornalistas e um desembargador aposentado.

São réus no processo os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Ferraz Lesco e Ronelson Jorge de Barros, além do tenente-coronel Januário Antônio Batista e o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior.

“Qualquer tentativa nesse sentido é para tumultuar o processo, porque, se não passaram pelo Guardião, qual a importância de estar se questionando o Guardião neste momento?”, reforçou.

O promotor destacou ainda que a defesa comentou até sobre a possibilidade de realizar perícia no sistema, para verificar se as interceptações passaram ou não pelo Guardião. Para ele, tal sugestão é acreditar que a promotoria é “fantoche”.

“Advogado ficou nervoso. Achou que eu ia ser fantoche porque estou aqui no primeiro dia. Mas a gente estuda. A gente sabe. Mas tudo jogo de cena. Esse processo da grampolândia, vocês acompanharam, todo o dia o governador o dava versão diferente para tirar o foco de cima dele. Conseguiu por um tempo, mas não conseguiu mais”, afirmou.
 

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