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05.03.2018 | 17h54

Delator de esquema do Detran pode ir para cadeia, diz procurador

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O procurador-geral de Justiça Mauro Curvo afirmou que é possível que a delação premiada feita pelo ex-presidente do Departamento de Trânsito (Detran), Teodoro Moreira Lopes, conhecido como Doia, seja anulada em razão de possíveis omissões dos fatos narrados. Com isso, o delator pode parar na cadeia.

A delação foi utilizada como base para a Operação Bereré, executada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Delegacia Fazendária (Defaz), no último dia 19, para apurar a existência de uma suposta organização criminosa que atuava junto ao Detran, para desvios de recursos.

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Otmar de Oliveira

O Procurador Geral de Justiça, Mauro Curvo, 

“Se ficar comprovado, que omitiu os fatos ou se ficar comprovado que ele quis proteger alguém não narrando tudo aquilo que ele sabe, e ficar comprovado que ele atuou na colaboração com reserva mental, que seria a expressão, qualquer pessoa poderia vir a pedir o beneficio”, disse o procurador.

A possibilidade de omissão veio à tona na última semana, quando um empresário, que foi alvo da operação, teria entregue documentos que comprovariam que o ex-presidente não delatou alguns fatos criminosos que também teriam ocorrido no Detran.

Na delação, Doia narrou a existência de um esquema envolvendo a empresa EIG Mercados, contratada para fazer serviços de registro, cadastro, informatização e certificação de documentos de veículos. Entre os envolvidos estão os deputados Mauro Savi e Eduardo Botelho, o ex-deputado federal Pedro Henry, além de servidores, particulares e a própria empresa.

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O esquema teria desviado aproximadamente R$ 27,7 milhões dos cofres públicos. O procurador afirmou ainda que não tem conhecimento se, de fato, a delação seja parcial. Contudo, garantiu que, independentemente de haver omissão, as informações repassadas continuam válidas. Apenas o benefício é rescindido.

“Não conheço o caso dele, pois está em sigilo a delação, mas qualquer colaborador está passível de ter a colaboração rescindida”, assegurou.

Além da delação de Doia, as delações do ex-governador Silval Barbosa e do irmão dele, Antônio Barbosa, contribuíram para desbaratar todo o esquema.
 

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