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OPERAÇÃO RÊMORA 02.07.2019 | 09h35

Delatores e réus serão interrogados sobre desvio milionário

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Delatores e réus na Operação Rêmora serão interrogados na manhã desta terça-feira (2). A ação está sob a responsabilidade de juíza Ana Cristina Mendes, da 7° Vara Criminal, e apura desvio de recursos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) por meio de fraude em licitação de empresas para obras de construção e reforma de escolas no estado.

 

Leia também - Ex-secretário de Educação, Permínio depõe e gera tensão no 'ninho tucano'

 

Conforme os autos, serão ouvidos os delatores Permínio Pinto, Giovani Belatto Guizardi e Luiz Fernando da Costa Rondon. Guizardi é dono da Construtora Dínamo e representa o elo entre o grupo de empresários que integram o esquema e o dos agentes públicos, que direcionavam as licitações. Ele e Rondon, proprietário da Luma Construtota. seriam arrecadadores de propina. 

 

Também serão ouvidos o empresário Alan Ayoub Malouf que seria a “cabeça” por traz do esquema. Ele teria emprestado R$ 10 milhões para a campanha do ex-governador Pedro Taques (PSDB) e este dinheiro seria devolvido em pagamento de propina na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O tucano sempre negou conhecimento com o suposto esquema.

 

Permínio Pinto era secretário da pasta na época dos fatos e agia de acordo com os interesses do ex-deputado Nilson Leitão (PSDB), que o indicou para a Seduc. Ficava com o recurso que lhe cabia e repassava valores para o ex-parlamentar.

 

Está entre os interrogados a testemunha de acusação o empresário Ricardo Augusto Sguarezi. Ele inicialmetne se negou a pagar propina, mas depois admitiu que pagou valores. Na ação, a juíza requereu ao "Ministério Público para que se manifeste acerca do pleito da defesa sobre eventual denúncia em face da testemunha Ricardo Augusto Sguarezi". Apesar de ter assumido participar do esquema, o empresário não figura entre os réus.

 

Os servidores da Educação Fabio Frigeri e Wander Luiz dos Reis são acusados de participar do direcionamento das licitações para assegurar que os empresários que pagavam propina vencessem os certames. O valor devolvido ao grupo dos agentes públicos girava entre 3% e 5%.

 

 

Operação Rêmora

A Operação Rêmora foi deflagrada no início de maio de 2016 pelo Gaeco para desmantelar fraudes e direcionamento de 23 licitações da Seduc orçadas em R$ 56 milhões para construção e reformas de escolas.

De acordo com Ministério Público Estadual (MPE), ficou comprovado que após o pagamento por parte da Seduc aos empreiteiros o valor (inicialmente 5%, depois de 3%) era devolvido a parte da organização criminosa através do arrecadador da propina.

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