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RETROSPECTIVA 31.12.2018 | 10h32

Dois anos após morte de ‘terrorista’, ninguém é condenado

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

mãe de suposto terrorista Valdir Pereira da Rocha

Dois anos após o espancamento e morte brutal de Valdir Pereira da Rocha, 36, dentro da Cadeia do Capão Grande, em Várzea Grande, após ser inocentado da acusação de integrar grupo terrorista, o processo criminal que julga o homicídio continua sem condenados.

 

De acordo com a ação, que tramita na 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, 4 presidiários foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) como autores do crime. São eles: Alexandre de Amaral Teophiro Ribeiro, conhecido pelo apelido de Alemão, Ewerton Rodrigues de Lima, o Japão, Kaio Eduardo de Oliveira e Jorge Lima Oliveira, o Salve Jorge.

 

Rocha foi preso em julho de 2016 durante a Operação Hashtag, deflagrada pela Polícia Federal, com intuito de desarticular um grupo que planejava atentado terrorista nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Além dele, houve a prisão de mais 11 pessoas em todo o Brasil.

 

Antes de ser transferido para o presídio do Capão Grande, Valdir esteve preso por dois meses na Penitenciária Federal de Campo Grande, onde foi inocentado pela prática de terrorismo. Porém, ele continuou detido devido a uma condenação por roubo e homicídio, praticado em Tocantins, mas que Valdir respondia em Mato Grosso.

 

Praticante do islamismo desde 2005, por influência do pai, Valdir teria sido morto devido às notícias de que ele estaria envolvido com o Estado Islâmico. Consta no processo que o assassinato foi ordenado por Kaio e Ewerton com ajuda de Alexandre e Jorge, responsáveis pela entrega do alimento e facilitaram o acesso à vítima deixando o cadeado da cela localizada na ala D abertos.

 

No entanto, para a mãe adotiva de Valdir, a morte estaria associada a outras circunstâncias relacionadas a vida conjugal do filho que morava e tem filhos em Vila Bela da Santíssima Trindade.

 

“Esse assassinato foi forjado. Valdir era um homem respeitoso e de bom coração. Ele só foi preso nessa operação porque colocaram o nome dele na lista, mas não que ele tivesse envolvimento, tanto que foi inocentado”, afirmou a advogada aposentada Zaine El Kadre.

 

A criminalista conta que denunciou a tramoia para a prisão e morte do filho, porém que o inquérito policial foi arquivado neste ano. “A mãe do filho dele não permitiu que o processo continuasse e arquivaram a investigação”, lamenta. Kadre diz que apesar de perder o filho não sente mágoas e nem revolta porque acredita na Justiça divina. “Quem forjou tudo isso não vai ficar muito tempo porque a mão de Deus pesa. E, eu dobro meu joelho e sei que a Justiça de Deus não vai tardar”, finaliza.

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