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06.03.2018 | 10h35

Empresa investigada por propina no Detran contratou ex-secretário Paulo Taques

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A empresa FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação Ltda - atualmente EIG Mercados -, investigada na Operação Bereré por pagamento de propina no âmbito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT), contratou o escritório do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, para representá-la. O acordo foi assinado no dia 6 de outubro de 2014, um dia após o governador Pedro Taques (PSDB) ser eleito.

Otmar de Oliveira

Escritório de Paulo Taques foi contratado para representar a EIG Mercado investigada pelo Gaeco por pagar propina num contrato com o Detran-MT

De acordo com o documento assinado em Brasília ao qual A Gazeta teve acesso, o advogado Daniel Augusto Mesquita passou a procuração de representatividade aos advogados Pedro Jorge Zamar Taques, Augusto Cezar Taques, Gabrielle Queiroz Marques, Cenyara Saraiva Sena e Débora Brito Cordeiro. A empresa é acusada pelo Ministério Público Estadual de desviar, entre 2009 a 2014, cerca de R$ 27,7 milhões.

A reportagem entrou em contato com Paulo Taques, que afirmou que não iria comentar o assunto, já que está proibido de dar entrevistas por conta de uma das cautelares deferida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, no inquérito referente a “grampolândia pantaneira”. “Não posso conceder entrevistas por conta de uma decisao do STJ”, disse. “Mas meu escritório e eu nunca recebemos procuração ou atuamos em nome da FDL ou da EIG”, completou, ainda afirmando que nunca foi notificado ou ouvido sobre o assunto.

O governo do Estado também negou qualquer participação do ex-chefe da Casa Civil nos negócios da empresa, assim como suspeitas de tráfico de influencia. “O documento refere-se exclusivamente a uma autorização para retirada de cópias do processo em questão, solicitado pelo escritório que fazia a defesa da empresa FDL - cuja sede é em Brasília - ao escritório do advogado Paulo Taques, o que é um procedimento comum quando o processo corre em outro Estado, onde não está sediada a empresa que defende uma das partes.

O escritório de Paulo Taques nunca fez a defesa de qualquer uma das empresas envolvidas no esquema desbaratado pela Operação Bereré. Portanto, não há que se falar em tráfico de influencia, assim como não foi necessária nenhuma atitude preventiva quanto a nomeação de Paulo Taques a Casa Civil em 2015”, diz trecho da nota.

A Operação Bereré foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco). Foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão os deputados Eduardo Botelho e Mauro Savi, do PSB, e o ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, o Dóia.

Na semana passada, foi autorizado o bloqueio de mais de R$ 27 milhões das contas de 17 pessoas e empresas acusadas de participação no esquema.

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