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26.09.2016 | 10h20

Empresários são levados a depor - Veja vídeo

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(Atualizada às 16h30) Três membros da família Malouf, atuante na área da construção civil e no ramo de buffet, foram levados na condição de testemunhas, porém coercitivamente, ou seja, à força, na manhã desta segunda-feira (26), para prestar esclarecimentos aos delegados que conduzem as investigações da Operação Sodoma, que chega à quarta fase.

Esta investigação da Delegacia Fazendária (Defaz) rastreia desvio de verbas públicas na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), de 2010 a 2014, que está preso ha 1 ano acusado de liderar o esquema.

Marcus Vaillant

Marcelo Malouf deixa a sede da Defaz após prestar esclarecimentos.

José Mikael Malouf e o tio dele Marcelo Malouf chegaram à Defaz, acompanhados por seus advogados, mas não quiseram falar com a imprensa. O terceiro conduzido até a Defaz foi o empresário Alan Malouf que chegou à delegacia por volta das 12 horas acompanhado de advogado.

O Gazeta Digital acompanha, desde o início da manhã, as movimentações da quarta fase da Sodoma na Defaz.

Nesta quarta fase, os investigadores focaram, durante 1 ano, em três desapropriações milionárias pagas pelo governo Silval em 2014.

O imóvel é uma área conhecida como Jardim Liberdade, nas imediações do Bairro Osmar Cabral, periferia da capital, no valor total de R$ 31, milhões. A transação com este imóvel foi feita somente com o intuito de desviar dinheiro - de acordo com o que investigou a Defaz.

Consta que boa parte do dinheiro desviado - cerca de R$ 10 milhões - ficou com Silval. O restante foi repassado a terceiros através de cheques.

Os Malouf terão que se explicar justamente quando a cheques que receberam ligados a esta transação ilegal.

Ao lado do cliente José Mikael Malouf, o advogado Ulisses Rabaneda, que, na Operação Sodoma advoga

Marcus Vaillant

José Mikael Malouf ao finalizar depoimento.

 também para o ex-governador Silval, disse que não teria como prestar maiores esclarecimentos à imprensa porque ainda não teve acesso a vários documentos de meses de investigações.

"Foram algumas transações financeiras e meu cliente veio e prestou esclarecimentos e já foi liberado", resumiu.

Disse ainda que não há crime algum uma pessoa receber um cheque. "É comum que cheques percorram diversos contratos e o endosso permite que sejam depositados em outras contas. Não há crime algum nisso", ressaltou.

Quando as transações feitas por José Mikael Malouf neste caso, o advogado garante que foram "lícitas".
Já o advogado de Marcelo Malouf, Wendel Rolim, destacou que o cliente dele foi "prestar esclarecimentos na condição de testemunha porque tomou um empréstimo". Ele não quis revelar qual o valor do empréstimo, alegando que o caso corre sob sigilo. Mas afirma que o cliente prestou todos os esclarecimentos e foi liberado. Ressaltou ainda que ele não sofreu mandado de busca e apreensão.

Marcus Vaillant

O funcionário da Todimo, Willian Soares Teixeira, saindo da Defaz.

Outro que foi levado coercitivamente, Willian Soares Teixeira, chegou à Defaz com familiares e sem advogado. Ele é vendedor da Todimo, loja de material de construção. Mostrou-se confuso com o que estava acontecendo e disse que não sabia quem é Arnaldo, ex-secretário de Silval.

"Usaram meu nome para passar R$ 49 mil para esse tal de Arnaldo, mas eu nem sei quem é ele. pelo o que entendi esse dinheiro foi passado em 2014", explicou Willian, que garantiu que tiraria o extrato bancário para entregar à polícia.

O advogado Thiago Mayolino acompanhou o cliente dele, Eronir Alexandre, que também foi levado coercitivamente à Defaz. Mayolino não entrou em detalhes com a imprensa. Disse apenas rapidamente que ia se inteirar dos fatos, para somente depois comentar.

 

 

Marcus Vaillant

Eronir Alexandre acompanhado do advogado.
Marcus Vaillant

Catarino da Silva Neto chegando à Defaz.

Chegaram à Defaz, mais ao final da manhã Catarino da Silva Neto e Eliane Martins. Eles são primos e também foram esclarecer o recebimento de dois cheques que somam mais de R$ 300 mil.

Marcus Vaillant

Eliane Martins, também chegando para prestar esclarecimentos sobre recebimento de cheque milionário.

 

Ainda foi realizada busca e apreensão na residência do empresário Alan Malouf, localizada no edifício Japuíra, e na sede do Buffet Leila Malouf, propriedade do empresário.

Alan Malouf prestou depoimento por cerca de 2 horas e deixou a sede da Defaz junto com seu advogado sem falar com a imprensa. 

O empresário Jair Santana Rodrigues Braga também foi alvo de condução coercitiva e levado para depor na Delegacia Fazendária. Ele é dono de uma empresa que presta serviços terceirizados e será o último interrogado nesta segunda-feira pelos delegados da Defaz que conduzem as investigações.

    Assista a chegada de Alan Malouf na Defaz

   

 

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