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DÍVIDA DE R$ 12 MILHÕES 01.07.2019 | 09h10

Empresas são acionadas por dar calote em 214 funcionários

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Reprodução

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O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada e Afins de Mato Grosso (Sintecomp) move ação coletiva contra a Construtora Triunfo e a Sinop Energia, responsável pela Usina Hidrelétrica de Sinop (UHS) pela falta de pagamento de direitos trabalhistas a 214 funcionários demitidos em maio. A ação foi proposta em junho e cobra os devidos repasses aos ex-servidores. A dívida chega a R$ 12 milhões.

 

Leia também - 'Boca aberta' critica deputados e denuncia calote a 200 trabalhadores de Sinop

 

Segundo o advogado do Sindicato, David da Silva Belido, os funcionários foram demitidos gradativamente no decorrer de maio. A maioria deles veio de outros estados para trabalhar na construção da Usina, que se arrasta há 5 anos. Sem dinheiro os desempregados permaneceram acampados no pátio da obra até meados de junho, quando uma liminar da Justiça de Sinop autorizou a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e assim tiveram dinheiro para voltar para as respectivas casas.

 

“Alguns deles não voltaram porque trouxeram a família para a cidade, tem filhos na escola e permanecem no local”, informou o advogado ao GD.

 

A ação foi proposta depois que os mais de 200 trabalhadores realizaram diversas manifestações na frente da entrada da Usina, cobrando os salários e a rescisão. Sem resposta a Justiça foi acionada.

 

Um dos demitidos, Genoir Lima Gonçalves, conta que há 4 anos o FGTS não é depositado na conta dos trabalhadores. Alguns deles estão na construção há 5 anos e só foram depositados os valores referentes ao primeiro ano.

 

Após a demissão, houve um encontro entre os trabalhadores e os diretores da empresa, que tentaram “pressioná-los” a assinarem as rescisões, mas sem sucesso. Desde então tiveram mais resposta.

 

Com o saque do FGTS por meio da decisão judicial, os ex-funcionários puderam solicitar o seguro desemprego e voltar para as residências. Enquanto isso, esperam acordo em audiência de conciliação marcada para o dia 31 de julho.

 

O Ministério Público do Trabalho (MPT) está acompanhando o caso.

 

No último fim de semana, 28 veículos da empresa Triunfo foram incendiados no pátio da Usina e logo os rumores sobre os culpados passaram a falar dos funcionários que estavam abrigados no local.

 

“Os funcionários passaram 40 dias fazendo manifestações. Não tinha vigia lá. A gente acordava e dormia ali. Nunca riscamos um fósforo perto dessas máquinas. Agora que tiraram elas de perto do alojamento e levaram para o canteiro, onde tem vigilância 24 horas, acontece isso. Está estranho isso aí (sic)”, declarou o ex-funcionário.

 

No dia 24 de junho, o grupo Triunfo pediu recuperação judicial à Justiça do Paraná, onde tem sede. No pedido estão listadas a construtoraTriunfo e outras duas companhias do conglomerado, a Inepar e a TIISA. Argumenta o alto endividamento e a crise econômicacomo fatores preponderantes para a decisão. As dívidas do grupo chegam a R$ 480 milhões, como divulgou o site Exame.

 

Criada em 2006, o Grupo Triunfo passou administrar a paranaense Triunfo, criada em 1978 e uma das maiores empreiteiras e concessionárias do país.

 

Outro
A empresa Triunfo foi procurada e disse que irá se manifestar somente em juízo.

 

Já a Sinop Energia informou que ainda não foi notificada sobre a ação.

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