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21.02.2018 | 09h51

Ex-secretário reafirma delação e consegue se livrar de tornozeleira

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O ex-secretário de Administração e delator premiado na Operação Sodoma, César Roberto Zílio, aditou sua colaboração e foi premiado com o fim do monitoramento eletrônico imposto em seu desfavor.

Welington Sabino/A Gazeta

A informação foi publicada no diário de Justiça desta quarta-feira (21). Zílio deve comparecer ao fórum nos próximos dias para retirar a tornozeleira eletrônica instalada em sua perna.

"Considerando as justificativas formuladas pelo Ministério Público e verificando que o aditamento do Acordo de Colaboração Premiada não traz prejuízos à instrução processual, homologo-o. Uma vez que o aditamento do acordo de colaboração premiada prevê a retirada do monitoramento eletrônico, determino que assim se proceda", salientou a decisão.

Como medidas substitutivas, o ex-secretário de Estado deve comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar as atividades, não se ausentar da Comarca por mais de 3 dias, não se comunicar com outros réus ou testemunhas do processo, não frequentar órgãos públicos estaduais em Mato Grosso e recolher-se diariamente em sua residência, entre 20h00 e às 06h00 horas.

Inicialmente César Zílio aceitou devolver R$ 1,35 milhão aos cofres do Estado, valor referente à propina que confessou ter recebido no esquema investigado na Operação Sodoma. O ex-secretário também foi obrigado a devolver um imóvel de R$ 13 milhões adquirido na Avenida Beira Rio, em Cuiabá. Com o aditamento, o parcelamento dos valores também foi modificado.

Na primeira fase da operação Sodoma, em setembro de 2015, oito membros da organização foram indiciados pela Polícia Judiciária Civil e sete deles denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE). Entre os indiciados e denunciados estão o ex-governador Silval da Cunha Barbosa e os ex-secretários Pedro Jamil Nadaf e Marcel Souza de Cursi.

Silval Barbosa foi apontado como chefe do esquema criminoso montado para desviar recursos do erário público, com a finalidade de pagar despesas de campanha política de sua reeleição e angariar recursos decorrentes do pagamento de propina. As investigações constataram que a antiga Secretaria de Estado da Indústria e Comércio, Minas e Energia (Sicme), atual Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), concedeu incentivos fiscais, via Prodeic, de forma irregular para empresas.

A segunda fase da operação Sodoma, momento que Zílio foi atingido, cumpriu 11 mandados de buscas e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e cinco de condução coercitiva.

Membros da organização criminosa foram investigados quanto à utilização de recursos provenientes do pagamento de propina e lavagem de dinheiro.
 

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