Cuiabá, Quinta-feira 20/09/2018

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12.03.2018 | 17h05

Ex-secretário será ouvido através de carta precatória na ação dos grampos

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O juiz Murilo Moura Mesquita, da 11ª Vara Criminal Militar de Cuiabá, mandou intimar o coronel da Polícia Militar aposentado e ex-chefe da Casa Militar de Mato Grosso Antônio Ribeiro Leite e o ex-secretário de Estado de Segurança Pública Fábio Galindo para que sejam ouvidos por carta precatória na ação penal que apura o suposto esquema de interceptações telefônicas ilegais no atual governo.

Chico Ferreira

Ex-secretário Fábio Galindo

A decisão foi publicada no Diário de Justiça desta segunda-feira (12), mas foi proferida no último dia 8, quando o magistrado determinou o envio das cartas para as cidades de Vila Velha (ES), onde mora o ex-coronel, e Brasília, onde mora o ex-secretário.

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Ambos estavam previstos para serem ouvidos no último dia 2, mas não compareceram devido ao fato de morarem em outros estados. Ribeiro foi chefe da Casa Civil no primeiro semestre de governo de Pedro Taques e, na época, saiu alegando questões pessoas, como sua mudança de estado e o direito de gozar de férias atrasadas que lhe garantiam tempo suficiente para se aposentar. Com sua saída, assumiu a Casa Militar o coronel Airton Benedito Siqueira Júnior, que também é réu em outro processo ligado aos grampos telefônicos.

Já Fábio Galindo era secretário-adjunto de Mauro Zaque no primeiro ano do atual governo, em 2015. Foi quando o promotor titular da pasta afirma que descobriu a existência da “barriga de aluguel”, modalidade de interceptação telefônica clandestina, e reportou ao governador Pedro Taques juntamente com o então adjunto, por meio de uma apresentação em power point. Depois de ter o pedido de exoneração dos coronéis Zaqueu Barbosa, então comandante geral da PM e de Airton Siqueira, já chefe da Casa Militar, ele deixou o governo e Galindo assumiu a titularidade da Segurança Pública.

Divulgação

Coronel Ribeiro Leite

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Além dessas oitivas, na última audiência ocorrida no último dia 9, o juiz Murilo Mesquita também deixou agendado para o próximo dia 16 as oitivas de forma presencial do delegado geral da Polícia Judiciária Civil Fernando Vasco Spinelli - que irá substituir o testemunho do promotor do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) Marcos Bulhões, além do interrogatório da delegada Alana Cardoso e do policial civil Rafael Meneguini. A audiência ocorrerá às 13h30, no Fórum de Cuiabá.

São réus no processo os coronéis da PM Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Ferraz Lesco, Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista e o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior.

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