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21.12.2017 | 15h15

Juíza destaca ganância e condena Chico Lima a 15 anos de prisão

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O ex-procurador-geral do Estado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, foi condenado a 15 anos e 6 meses de prisão e 718 dias-multa pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, cometidos por meio do esquema de fraude em incentivos fiscais e cobrança de propina do empresário João Batista Rosa, dono da Tractor Parts, caso que foi tratado no âmbito da operação Sodoma 1.

João Vieira

Ex-procurador-geral Francisco Lima

A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, o que significa que o comparsa do ex-governador Silval Barbosa voltará à prisão. A decisão foi proferida no último dia 15, pela juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

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Pelo crime de organização criminosa, a pena foi de 6 anos de reclusão e 373 dias-multa, já contando com o aumento em 1/3 por se tratar de funcionário público. Já pelo crime de lavagem de dinheiro, a pena é de 9 anos e 6 meses de reclusão e 345 dias-multa. O valor de cada dia-multa foi estipulado em 1/3 do salário mínimo, o que resulta em R$ 224,2 mil.

Ao condenar o procurador aposentado, a magistrada destacou a ganância de Chico Lima, relembrando que durante o andamento processual, foi citado por outros réus que os membros da organização criminosa instalada no governo deveria tomar cuidado com ele porque senão, venderia até mesmo o Estado.

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“Não há relatórios psicossociais a autorizarem a valoração de sua personalidade, porém, há referências à sua ganância desmesurada, quando tanto o réu confesso Silval quanto Pedro Nadaf afirmam que teria que ser controlado, senão ‘venderia o Estado’”, diz trecho da sentença.

Selma Arruda também enfatizou que além de ganancioso, Chico Lima foi apontado como irresponsável pelos delatores Filinto e Frederico Muller, ex-sócios da factoring FMC, responsável por lavar o dinheiro que o então procurador obtinha com propina no governo.

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“Os motivos que levaram o condenado a dedicar-se intensamente à atividade criminosa são também condenáveis. A grande soma de dinheiro obtida mediante concussão foi ocultada e dissimulada por meio da utilização das empresas de Filinto e Frederico Muller. A propósito, o colaborador Filinto relata que Francisco não tinha limites, era ganancioso e irresponsável, tanto que, apesar de se apropriar de altíssima quantia em dinheiro, ainda ficou devendo aproximadamente noventa mil reais às empresas do grupo FMC”. 

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