Desvios na Seduc 04.04.2019 | 13h45
Marcus Vaillant
A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, deve voltar ao processo proveniente da Operação Rêmora, por fraudes na Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc).
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Ela é mãe da advogada Marcela Silva Abdalla. Houve pedido de afastamento por parte da própria juíza, visto que Marcela compunha banca de defesa do empresário Alan Malouf, delator premiado no caso e vinculada ao escritório do advogado Huendel Rolim. Ocorre que o juízo foi comunicado pelo escritório sobre o desligamento de Marcela.
“Huendel Rolim informou que a Dra. Marcela Silva não faz mais parte do quadro de advogados do seu escritório, e que os poderes a ela outorgados estão revogados afirmou Ana Cristina em sua decisão”, afirma trecho da decisão o juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues que remeteu o processo à juíza.
A Operação Rêmora investigou esquema de fraudes em obras de reforma e construção de escolas que inicialmente estavam orçadas em R$ 56 milhões. Diversas empresas compunham, segundo o Ministério Público, cartel capaz de gerar favorecimentos e desvio de dinheiro público.
Atualmente Alan Malouf, defendido por Huendel Rolim, figura como delator premiado. Ele colabora com informações em troca de benefícios como relaxamento das penas.
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