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Grampolândia Pantaneira 20.07.2019 | 14h26

Lesco afirma que levou 'calote' de R$ 60 mil de Paulo Taques

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Marcus Vaillant

Marcus Vaillant

Réu confesso da Grampolândia Pantaneira, o coronel Evandro Lesco afirma que levou “calote” do ex-secretário da Casa Civil, advogado Paulo Taques. Em audiência realizada essa semana, o militar afirmou que aplicou seu dinheiro no esquema de grampos, com a promessa de reembolso, mas isso não aconteceu. O advogado deve cerca de R$ 60 mil ao coronel, segundo sua defesa.

 

O militar relatou que o advogado era o financiador do esquema de escutas ilegais das quais Lesco participava, junto com o coronel Zaqueu Barbosa e cabo Gerson Corrêa. Era Taques que pagava pelos equipamentos, aluguel de salas e demais despesas do núcleo clandestino, porém, em determinado momento os grampos o dinheiro parou de chegar e, para que a ação ilícita não cessasse, Lesco contraiu empréstimos para manter o esquema em funcionamento.

 

Ele disse que passou dois cheques para custear os grampos, tendo feito empréstimos bancários. As emissões eram de R$ 24 mil e R$ 36 mil, somando R$ 60 mil, como informou o advogado Stalin Paniago, defensor no militar.

 

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“Eu investi meu dinheiro, porque a gente tinha começado o aprimoramento do sistema e não podia parar”, disse em depoimento.

 

Os grampos começaram a ser feitos por um sistema de placas de computador Wytron, porém houve o melhoramento da ferramenta utilizada e as escutas passaram a ser feitas pelo sistema Sentinela.

 

A dívida que Paulo Taques teria com Lesco foi citada também pelo cabo Gerson, em depoimento no dia 17 de julho. “Lesco tomou cano do Paulo Taques”, declarou.

 

Grampolândia
As escutas tiveram início em agosto de 2014, e atingiram diversas personalidades do Estado. Em depoimento na terça-feira (16) e nesta quarta (17), os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e o cabo Gerson Correa confirmaram que praticaram as interceptações ilegais e que a iniciativa partiu do ex-governador Pedro Taques (PSDB), com plano orquestrado pelo primo Paulo Taques.

O interesse era grampear inimigos políticos e pessoas ligadas a eles durante a campanha de 2014, na qual Pedro Taques foi eleito governador. As escutas se estenderam até outubro de 2015 e atendia interesses políticos da dupla Taques.

 

Outro lado
O advogado Paulo Taques foi procurado pela reportagem e informou que não dever nada para o coronel Lesco. “Se eu devesse ele já teria buscado meios legais para receber”, pontuou por telefone.

 

Taques declarou que diante de toda a repercussão do caso decidiu que irá manifestar apenas depois do depoimento à polícia, ainda sem data para ocorrer. “Estou há dois anos esperando para falar e ninguém quis ouvir”, ressaltou.

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