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16.04.2018 | 17h10

Médica que matou verdureiro atropelado pede liberdade e cita filho de 1 ano

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Divulgação

A médica Letícia Bortolini está detida preventivamente no presídio Ana Maria do Couto May. 

A defesa da médica Letícia Bortolini, 37, acusada de atropelar e matar o verdureiro Francisco Lucio Maia, 48, impetrou um habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso pedindo a soltura por conta do filho de 1 ano e meio. Ela está presa preventivamente na Penitenciária Ana Maria do Couto May.

O HC foi distribuído ao desembargador Orlando de Almeida Perri, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

A peça é assinada pelos advogados Francisco Carvalho, Aramitan Faria Cassiano Jorge de Carvalho e Giovane Santin.

Na 1ª instância, o juiz Flávio Miraglia, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, também deverá julgar um pedido de prisão domiciliar feito pela defesa da médica. Conforme os autos, ainda falta o posicionamento do Ministéiro Público Estadual (MPE) para o magistrado decidir sobre o requerimento.

Ao negar o pedido de liberdade a juíza plantonista da 9ª Vara Criminal, Renata do Carmo Evaristo Pereira, entendeu que a médica deve ser processada pelo crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar (ou se assume o risco). Conforme a ata a audiência de custódia na qual a magistrada converteu o flagrante em prisão preventiva, ela cita ainda lesão corporal, omissão de socorro e direção perigosa sob influência de álcool.

Por enquanto, as investigações, por parte da Polícia Civil ainda estão na fase inicial. O delegado do caso, Cristian Cabral, ainda deverá ouvir testemunhas e familiares para depois concluir o inquérito policial e encaminhar ao Ministério Público Estadual (MPE). 

 Família pede Justiça

A filha do verdureiro, Francimara Silva, utilizou as redes sociais neste domingo (15) para desabafar e pedir Justiça pelo acidente que causou a morte do pai. “Meu pai nao é cachorro merecia ao menos socorro... Quero apenas uma justiça (sic)”, escreveu no post.

Ao Gazeta Digital, ela também falou e lamentou de o pai ter sido impedido de chegar em casa após um longo dia de trabalho. “Era uma vida que havia acabado de sair do trabalho cansado e estava voltando para casa para ir se encontrar com a família, porém foi impedido”, disse.

O caso

Deletran

O verdureiro Francisco foi atropelado quando voltava para casa no sábado (14). 

O caso foi registrado  no sábado (14), por volta das 19h50, quando o casal de médicos, Letícia e Aritony de Alencar Menezes, 37, passou em um Jeep Compass e atropelou o trabalhador que chegava próximo do canteiro central da pista. O veículo era conduzido pela mulher que não prestou 

Divulgação

Veículo usado pelo casal de médicos após o atropelamento na Avenida Miguel Sutil

socorro e fugiu do local do acidente.

Testemunhas que presenciaram o fato ligaram na delegacia e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para prestar socorro, mas o óbito foi confirmado.

Depois de receber as características do veículo, a PM saiu à procura e localizou a motorista e o passageiro em um condomínio no bairro Jardim Itália. A mulher apresentava sinais visíveis de embriaguez. Ela estava com os olhos vermelhos e se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Porém foi levada a Central de Flagrantes, onde foi autuada por omissão de socorro, lesão corporal, homicídio culposo e direção perigosa e de lá encaminhada à audiência de custódia.

A Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) iniciou as investigações. As imagens de câmeras instaladas próximas do local devem ajudar no trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). 

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