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SEM INTERESSE POLÍTICO 11.07.2019 | 17h22

'OAB precisa fiscalizar aqueles que deveriam e não fazem'

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

“A OAB precisa ser ativa e altiva fiscalizando aqueles que devem fiscalizar e o não fazem ou estão de corpo mole”, rebate o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Leonardo Campos, ao posicionamento do procurador de Justiça, Domingos Sávio, de que a Ordem não poderia atuar na investigação de grampos irregulares. Ambos participaram de entrevista à rádio Capital, nesta quinta-feira (11) e o clima ficou tenso com ironias das partes.

 

Leia também - OAB questiona MPE por rejeitar delações de PMs em escutas

 

Militares, promotores de Justiça do Ministério Público do Estado (MPE) e pessoas com foro privilegiado são alvos de investigações conduzida pelo coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) Criminal, da qual Sávio é coordenador. O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça, é o relator do processo e negou um pedido feito pelo procurador para que as apurações contra os membros do MPE fossem separadas da que investiga os demais citados.

 

No pedido, Sávio também requereu o afastamento da OAB do caso. A ordem, desde o início das apurações, em 2017, vem participando das apurações visto que advogados também foram grampeados ilegalmente.

 

Durante entrevista, o procurador sugeriu que Leonardo Campos estaria buscando holofotes para campanha política. “Eu não sou candidato a deputado, nem a prefeito de Poconé. Meu argumento é jurídico”, disse o procurador durante entrevista.
A insinuação irritou o advogado. Ele afirmou que tem interesse em se candidatar, pois a OAB precisa apurar situações que estão sendo negligenciadas por quem deveria fazê-lo.

 

“Não flerto com campo politica, sequer sou filiado a partido politico, não tenho nenhuma pretensão. Com todas as vênias que tenho a Domingos Sávio, não admito qualquer insinuação sobre palanque eleitoral. Não posso ir para o campo politico. A sociedade precisa da OAB para fiscalizar aquelas que não querem fiscalizar. A OAB precisa ser ativa e altiva fiscalizando aquelas que devem fiscalizar e não fazem ou fazem corpo mole”, pontuou o presidente da OAB.

 

Campos pontua que não há mais o que se discutir quanto a participação da Ordem na ação, uma vez que ela já foi autorizada pelo pleno do Tribunal de Justiça, que reúne todos os desembargadores em votação.

 

“A Ordem a é a voz constitucional do cidadão. Se o crime ocorreu lá no seu ‘Zé das Couves’ e a polícia não investigou, tenha certeza que a denúncia feita na ordem será cobrada às autoridades para que se investigue”, afirma. " Não me venha falar que estou com discurso político, porque não flerto com a política. Eu flerto com a sociedade, com o direito do cidadão. Não me venha querer fazer uma investigação intramuros, sem a participação da maior representante da sociedade, que é a OAB. A ordem não quer conduzir investigação, ela quer apenas acompanhar e auxiliar".


O advogado ainda lembrou que o antigo coordenador do Naco, Antonio Piedade, era solícito às demandas da Ordem no caso dos grampos, mas que a postura do Núcleo mudou drasticamente com a chegada de Domingos Sávio. “Pedimos para ouvir, indicamos nomes, ele aceitou, de repente a postura mudou”, comparou.

 

Os grampos

Reportagem do programa “Fantástico”, da Rede Globo, revelou na noite de 14 de maio de 2017 que a Polícia Militar em Mato Grosso “grampeou” de maneira irregular uma lista de pessoas que não eram investigadas por crime.

 

A matéria destacou como vítimas a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes, conhecido como Muvuca. Eles são apenas alguns dos “monitorados”.

 

O esquema de “arapongagem” já havia vazado na imprensa local após o início da apuração de Fantástico.

 

Os grampos foram conseguidos na modalidade “barriga de aluguel”, quando investigadores solicitam à Justiça acesso aos telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e no meio dos nomes inserem contatos de não investigados.

 

No processo da Justiça Militar, são réus os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Ferraz Lesco, Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Batista e o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior.

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Comentários

ana - 11/07/2019

e quem fiscaliza a OAB?

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