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08.03.2018 | 18h01

Operação Bereré contra fraudes no Detran terá outras fases, diz chefe do MP

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O procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, afirmou que as investigações da operação Bereré, relativas às fraudes e desvios no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) estão apenas no começo e que, em breve, denúncias contra os envolvidos serão apresentadas à Justiça.

João Vieira

Procurador Mauro Curvo

“Nós estamos no início porque toda a delação não é um fim em si mesma. Quando alguém faz uma delação, ela revela um fato, e aí, cabe a nós que estamos no Ministério Público querendo apurar o fato, comprovar a veracidade ou não daquilo que foi falado. Aí que se inicia realmente uma investigação”, disse se referindo à delação do ex-governador Silval Barbosa, do irmão e do ex-chefe de gabinete dele, Antônio Barbosa e Sílvio César Corrêa Araújo. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Capital FM, nesta quinta-feira (7).

O procurador adiantou que já existem muitas provas documentais e depoimentos colhidos para embasar a apuração, inclusive a citação de que apenas uma pessoa teria lavado cerca de 500 cheques. “É uma situação que já temos muitas provas, com certeza muitas provas serão obtidas e, na medida em que você vai obtendo prova, vai avançando. Daqui a pouco, com certeza já teremos pessoas denunciadas e as medidas vão ser tomadas”, asseverou.

Questionado sobre as críticas que os deputados estaduais envolvidos no caso fizeram ao trabalho do MPE, Mauro Curvo respondeu que a instituição “não investiga pessoas, investiga fatos” e que esses fatos é que levam às pessoas. “Quando as pessoas se veem investigadas, elas se sentem, naturalmente, incomodadas. É sim a regra do jogo. O que a gente pode dizer é que ninguém é melhor do que ninguém, nós estamos fazendo o nosso papel de maneira constitucional, só isso”, defendeu.

O representante ministerial também lembrou que o MP vinha apurando o contrato da EIG Mercado (antiga FDL Serviços) com o Detran desde 2013, quando ainda não se vislumbrava a existência de propina a autoridades, mas apenas a desnecessidade daquela contratação.

“Desde 2013, o Ministério Público move uma ação judicial visando retirar a empresa FDL desse serviço lá no Detran. Antes de 2013, foi feita uma notificação aos gestores à época, mostrando a desnecessidade desse serviço ser concedido, mostrando que esse serviço podia ser exercido por qualquer servidor público, bastando ter um sistema, que isso gerava valores milionários a uma empresa de forma desnecessária, em prejuízo a toda a sociedade. Tem 5 anos que a gente vem brigando! É bom lembrar que há 5 anos não existia absolutamente nada e nem ninguém afirmando que isso que está aí gerava propina para as autoridades, a gente já estava tomando providências lá atrás, mas até hoje a gente não conseguiu afastar essa empresa desse serviço”, lamentou. 

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