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12.03.2018 | 10h53

Pedro Taques defende o primo, mas não carregará carga que não é sua

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O governador Pedro Taques (PSDB) saiu em defesa do primo, Paulo Taques, citado em depoimentos recentes de pessoas investigadas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Delegacia Fazendária (Defaz) no esquema de propina e desvios de verbas no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). No entanto, o tucano deixou claro que não vai carregar carga que não seja sua.

João Vieira

Paulo Taques, que ocupou o cargo de secretário de Casa Civil, foi citado em depoimento da Operação Bereré. O ex-deputado estadual José Riva, interrogado durante procedimento policial, afirmou à Polícia Civil que teria ouvido do deputado Mauro Savi (PSB) a informação que o parlamentar dividia o dinheiro da propina do Detran. Paulo Taques seria um dos beneficiados.

O escritório de advocacia que tem como um dos sócios o ex-secretário prestou serviços a EIG Mercados Ltda , empresa posta como central para o esquema criminoso.

Em defesa do primo, o governador Pedro Taques afirma que advogar não é crime, mas faz a seguinte ressalva: “Eu não vou carregar carga que não é minha”, disse o tucano em entrevista durante o Gazeta Agro, evento realizado nesta segunda-feira (12).

“Todos sabem que o escândalo do Detran eu combati desde que era senador da República. O que essas pessoas falaram e o que eu li na imprensa foi que o escritório do ex-chefe da Casa Civil advogava para eles. Se advogar é crime... Agora tiver fato errado, tem que ser investigado”, salientou o governador.

Pedro Taques nega ainda que a postura de Paulo possa ter significado tráfico de influência – Ato de solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outra pessoa, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público.

“Chefe de casa Civil não pode advogar. Mas isso não significa que escritório não possa advogar”, afirmou o governador.

A Operação

A Operação Bereré foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco).

Foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão os deputados Eduardo Botelho e Mauro Savi, do PSB, e o ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, o Dóia.

No começo de março, foi autorizado o bloqueio de mais de R$ 27 milhões das contas de 17 pessoas e empresas acusadas de participação no esquema.
 

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