Publicidade

Cuiabá, Sexta-feira 23/08/2019

Judiciário - A | + A

Pagamento de propina 31.07.2019 | 08h02

PF cumpre mandados de prisão da Operação Lava Jato em Cuiabá

Facebook Print google plus

João Vieira

João Vieira

(Atualizada às 11h43) O apartamento do advogado tributarista e contador, Marcosval Paiano, foi um dos alvos da Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira em Cuiabá, na nova fase da Operação Lava Jato. Ele mora no bairro Jardim Aclimação.

 

No local foi cumprido um mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal. O proprietário não estava no local, mas os policiais pediram um chaveiro para abrir o apartamento. 

 

A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta quarta-feira (31) mandados de prisões preventivas e temprárias, e busca e apreensão em Cuiabá e mais 15 municípios na 62ª fase da Operação Lava Jato, denominada Rock City. A ação investiga o pagamento de propina disfarçada como doação de campanha eleitoral por empresas de um grupo que teria movimentado R$ 120 milhões e ainda lavado R$ 1,3 bilhão em uma operação fiscal irregular.

 

Segundo a PF, a propina era paga pelas empresas do grupo investigado e também por uma empreiteira, que trocava reais no Brasil por dólares em contas no exterior, transação conhecido como dólar-cabo.

 

Além de Cuiabá, também foram cumpridos mandados no estado de São Paulo em Boituva, Fernandópolis, Itu, Vinhedo, Piracicaba, Jacareí, Porto Feliz, Santa Fé do Sul, Santana do Parnaíba e São Paulo; Cassilândia (MS); Petrópolis e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro (RJ); e Belo Horizonte (MG). Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

A 62ª fase da Lava Jata investiga as ações de uma empreiteira, que viabilizava os pagamentos de propina do grupo de empresas, para evitar o rastreamento dos valores e a descoberta dos crimes. Um dos executivos da empreiteira afirmou em delação premiada que foram pagos a políticos R$ 120 milhões em campanhas eleitorais entre 2008 e 2014.

 

Outro executivo do grupo investigado afirmou que R$ 1,3 bilhão foi regularizado em 2017 através do Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT). O dinheiro teria origem em um sistema de sonegação tributária que contava com a burla de medidores de produção de cerveja, que era vendida sem que fossem cobrados impostos.

 

De acordo com as investigações, o esquema faz parte de uma engrenagem maior que pagava propina a funcionários públicos da Petrobras e do governo Federal. Além dos mandados, foi determinado o bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, onde serão interrogados.

 

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Jornal do Meio Dia - JM

Jornal do Meio Dia - JM

GD

GD

Enquete

Qual seria o maior avanço da ciência?

Parcial

Edição digital

Sexta-feira, 23/08/2019

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 22,55 -0,88%

Algodão R$ 91,33 1,01%

Boi a Vista R$ 130,56 0,00%

Soja Disponível R$ 68,15 0,07%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2018 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.