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conflito de terra 07.01.2019 | 11h45

Posseiro confirma interesse de grupo em reinvadir fazenda de Riva

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Reprodução

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Depoimento prestado pelo posseiro Valmir Nunes Januário à Polícia Civil, na madrugada do sábado (5), confirmou que um grupo de 80 pessoas estava localizado na Linha 4, no “curral do Lourival”, que fica às margens de uma estrada municipal de Colniza (1.065 Km a noroeste de Cuiabá). A informações foi o que levou o juiz plantonista Alexandre Sócrates Mendes a liberar os 4 seguranças da empresa Unifort, que faziam a segurança da fazenda pertencente ao ex-deputado José Riva, onde um conflito por terra acabou com a morte de Elizeu Queres de Jesus, 38, e o ferimento de outros 9.

 

Conforme o segurança Ralf Alcântara Cruz de Carvalho, um dos 4 presos e investigados por homicídio e tentativa de homicídio, o local fica dentro da fazenda Bauru (Magali), pivô do conflito.

Leia também - Juiz diz que proprietário pode defender seu patrimônio e solta seguranças de Riva

 

Na decisão que liberou os vigilantes, proferida no domingo (6), o magistrado destacou trecho do depoimento de Valmir, que relatou à Polícia que “naquela noite, cerca de 80 pessoas decidiram acampar no curral do Lourival 100% situado no interior da propriedade, às margens da estrada municipal, porque queriam retornar os barracos para o interior da fazenda”.

 

Por conta disso, o magistrado entendeu que havia a intenção dos posseiros em desobedecer liminar já concedida pela Justiça de reintegração de posse da fazenda e que ordena que os posseiros fiquem pelo menos 5 quilômetros distantes da propriedade do ex-deputado.

Além disso, o juiz duvidou da versão contada pelos posseiros de que nenhum deles estaria armado e teriam sido vítimas dos seguranças, que teriam atirado sem motivos e pelas costas.

 

“As máximas de experiência autorizam o exegeta a acreditar que um grupo de aproximadamente cem pessoas, ao resolverem descumprir liminar de reintegração de posse, de uma propriedade que possui segurança armada, não iriam de mãos vazias!”, diz trecho da decisão.

Versões distintas

 

Consta na decisão ainda as versões do segurança Ralf Alcântara e do posseiro Valmir Nunes. O primeiro relata que na manhã do sábado (5), alguns seguranças estavam indo para a cidade buscar gás e mantimentos, quanto tiveram o carro cercado e alvejado pelos posseiros, em uma emboscada, iniciada por 2 homens que teriam chamado o reforço dos demais, e só depois revidado.

Já Valmir afirma que dois homens haviam ido buscar água na beira do rio, quando teriam sido capturados pelos seguranças, o que fez os demais irem até o local, sendo que ele teria conversado por cerca de 10 minutos com os seguranças da fazenda e, em seguida, atingido por um disparo nas costas.

 

O juiz Alexandre Mendes reconheceu o conflito entre as versões e ainda o fato de não haver testemunhas do caso, já que os presentes ou eram seguranças ou posseiros. Diante disso, ele determinou que a caminhonete utilizada pelos vigias da fazenda Bauru seja periciada para descobrir se realmente foi alvo de tiros disparados pelos posseiros. “Sendo assim, apenas uma profunda investigação, principalmente pericial, será capaz de esclarecer a verdade”, destacou.

Até o momento, a Polícia Civil divulgou que apenas cápsulas de armas do mesmo calibre das que eram usadas pelos seguranças foram encontradas, o que afasta a hipótese de confronto armado. Na ocasião, foram apreendidas 4 armas de fogo, sendo uma espingarda calibre 12, duas pistolas 380, e um revólver, calibre 38. O conflito ocorreu na manhã do sábado (5).

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