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Repercussão 10.08.2019 | 09h29

Promotor sai em defesa de colegas e diz que áudio vazado de magistrado é leviano

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Por meio de uma nota de esclarecimento, o presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), Roberto Turin, descreveu como “leviana” e “inaceitável” as falas do presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados (Amam), Tiago Abreu, sobre as “possíveis prisões de procuradores” no Estado.

 

O caso ganhou repercussão nacional, após o jornal Correio Braziliense publicar uma matéria com o título "Magistrado prevê prisão em massa de procuradores em Mato Grosso". A matéria teve como base um áudio que Tiago teria mandado para outro magistrado, comentando o caso. Ainda na mensagem, Tiago teria comentado que uma “organização criminosa” se instalou no Ministério Público.

 

Leia também - Em nota, presidente da Amam explica 'áudio vazado' sobre os grampos ilegais

 

Na nota divulgada nesta sexta-feira (9), o promotor Turin afirma que as declarações do presidente da Amam são calúnias. “Se verdadeiras, as afirmações atribuídas ao Juiz Tiago Abreu, Presidente da AMAM, expõe não só uma leviana e superficial apreciação dos fatos como também um inaceitável ultraje a todos os Membros do Ministério Público de Mato Grosso, além eventual prática de condutas típicas de difamação e calúnia”.

 

Ele reafirma ainda o apoio nas investigações que conduzidas pela Gaeco na Grampolândia, mas, até que se prove o contrário, defende a confiança nos promotores. 

 

“A AMMP apoia a apuração rigorosa e integral de todos os fatos citados nesse triste episódio denominado popularmente como grampolândia, reafirmando, até efetiva comprovação de qualquer conduta ilícita, sua plena confiança na lisura da conduta dos Promotores e Procuradores de Justiça que integraram o Ministério Público do Estado de Mato Grosso”, diz trecho da nota.

 

Confira a nota na íntegra

 

NOTA PÚBLICA

 

A ASSOCIAÇÃO MATO-GROSSENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO (AMMP), em razão das recentes matérias divulgadas nos órgãos de imprensa nacional e de Mato Grosso, de suposto áudio atribuído ao Juiz Tiago Abreu, Presidente da AMAM, onde (i) imputa o envolvimento de Promotores e Procuradores de Justiça no esquema de interceptações irregulares de telefones,; (ii) acusa o GAECO de compor uma organização criminosa; e (iii) conjectura a prisão em massa de Membros do Ministério Público de Mato Grosso, cumpre repudiar com veemência o conteúdo das falas divulgadas e esclarecer a sociedade para os seguintes fatos:

 

1 - Se verdadeiras, as afirmações atribuídas ao Juiz Tiago Abreu, Presidente da AMAM, expõe não só uma leviana e superficial apreciação dos fatos como também um inaceitável ultraje a todos os Membros do Ministério Público de Mato Grosso, além eventual prática de condutas típicas de difamação e calúnia.

 

2. Reiteramos nossa confiança no Poder Judiciário como instituição e, até prova em contrário, acreditamos também na juridicidade e licitude dos atos de seus membros no exercício da Jurisdição, por isso é absolutamente indigna de crédito e merece total repúdio a insinuação de que, na surdina, à margem da ética e do devido processo legal, estaria sendo articulada, uma ilegal, arbitrária, desarrazoada, injusta e imoral prisão em massa de Promotores de Justiça no Estado de Mato Grosso.

 

3 - Reafirmamos nossa confiança e reconhecimento no trabalho realizado pelo GAECO na obtenção de provas, de forma legal e eficiente, em diversas investigações e operações complexas empreendidas contra redes de organizações criminosas que surrupiaram milhões dos cofres públicos.

 

O GAECO sempre combateu as organizações criminosas sendo absolutamente descabida e infundada a afirmação de que o grupo seria parte integrante de uma delas.

 

4 - Os valores que inspiram o Ministério Público compreendem o Direito como origem do ideal civilizatório. A causa que move seus integrantes é a defesa do regime democrático, da ordem jurídica e dos interesses superiores da sociedade, não se admitindo interna e externamente transgressão a esses preceitos.

 

5 - A AMMP apoia a apuração rigorosa e integral de todos os fatos citados nesse triste episódio denominado popularmente como GRAMPOLANDIA, reafirmando, até efetiva comprovação de qualquer conduta ilícita, sua plena confiança na lisura da conduta dos Promotores e Procuradores de Justiça que integraram o Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

 

Direção da AMMP Gestão Atitude e Participação

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