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Cuiabá, Quinta-feira 20/06/2019

Judiciário - A | + A

01.02.2016 | 08h57

Propina sustentou até os filhos de Nadaf

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A juíza Selma Rosane dos Santos Arruda deu prosseguimento nesta segunda-feira (1º de fevereiro) às oitivas das testemunhas da Operação Sodoma, que deveriam ter sido ouvidas na audiência de sexta-feira (29).

O depoimento do delator, João Batista Rosa, iniciou às 9h30 e seguiu até às 19h30, não dando tempo à juíza que interrogasse outras testemunhas, provocando o adiamento.

Confira como foi a audiência desta segunda

21h00 - Acabaram os depoimentos. Advogado de Marcel de Cursi dispensou o testemunho do deputado Emanuel Pinheiro (PR), que vai depor apenas para Silval Barbosa. Todas as testemunhas restantes serão ouvidas no dia 5, a partir das 9h30.

20h34 -  Ademir Santarem Gomes, dono a empresa Alternativa, é o próximo a depor. Ele também recebeu cheques em nome da Casa da Engrenagem Ltda. 

20h24 -  O MP questiona sobre uns cheques depositados na conta de Marcos Amorin da Silva. Os cheques vieram via Federação e foram trocados na tesouraria do Serviço Social do Comércio (Sesc) e ele acha que foi a pedido de Pedro Nadaf. 

20h21 - Depõe agora o  empresário Eduardo Durans, dono da Divetur. Ele falou que os cheques são referentes a compra de dólares. Ela (Karla) fez esta compra do dinheiro americano para ela e para o Pedro Nadaf, e documento da compra foi em nome dos dois. Ela Karla quem fez os pagamentos com os cheques. Pedro e Karla iriam viajar, conforme o empresário, eles iriam para os EUA. Ele é o ex-patrão de Calixto Cassimiro. 

20h11 - Calixto Cassimiro da Mata Júnior é o próximo ouvido. O MP o questiona como beneficiário da empresa de João Batista. Ele diz que o ex-patrão deu dois cheques para ele sacar. O MP diz que um sobrinho dele também recebeu cheque e perguntou o que o sobrinho e ele fizeram com o dinheiro. "Entregamos para o patrão", respondeu. 

João Cunha pergunta para se ele sabe o que Calixto estaria fazendo aqui. A testemunha afirma que estaria explicando o motivo sobre o cheque.

19h57- Termina o depoimento do ex-servidor da Sicme. A juíza pergunta se continua a audiência de hoje (1) ou se remarca para ouvir outras testemunhas. 

18h50 - Ele disse que não existia carta consulta e nem mesmo parecer do Cedem. Ainda, que foi encontrado irregularidades nas concessões de benefícios para as 3 empresas de João Batista Rosa.

18h40 - Agora quem está sendo ouvido é o ex-servidor da Secretaria de Indústria e Comércio (Sicme) Lourival Lopes Gonçalves, no período em que Pedro Nadaf foi secretário.

18h33 - Uma funcionária do Recursos Humanos da Fecomércio depõe e fala que pagou dívidas do ex-patrão, e se sentia privilegiada. Ela contou ainda que não se importava em fazer outros serviços que não fossem de competência dela.

18h06 - Advogado João Cunha questiona Florindo, se ele foi intimidar ou fazer com que Rosa desistisse da delação premiada e para falar sobre a CPI da Sonegação na Assembleia Legislativa. “Não tinha nenhum conhecimento sobre os dois assuntos e a conversa que tive com João Batista em sua residência foi normal, não teve nada , fui apenas visitá-lo porque ele estava doente”, disse Florindo.

18h - O MP questiona porque o depoimento de Florindo é diferente do de João Batista. "Não sei o motivo", disse o funciobário da empresa City Lar. 

17h56 - Agora, quem depõe é o diretor da City Lar, Florindo José Gonçalves. Ele disse que encontrou João Batista em uma reunião na CDL, e lá foi comentado que ele (João Batista Rosa) queria comprar os aparelhos de ar-condicionado.

Ele disse que recebeu uma mensagem de João Batista, aonde ele falou que iria cuidar da vida dele. Mas antes disso, ele foi à empresa e perguntou dos nosso incentivos. “Ele perguntou como estava os nossos incentivos, somente. Neste contato ele disse que o Pedro queria falar com ele. E perguntei se ambos teriam desavenças, Batista disse que não”, disse o diretor da loja.

17h38 - Advogado de Karla questiona sobre sua cliente, como ela conheceu Ariadna. "Foi ela que arrumou o emprego pra mim", disse Ariadna.

17h34-  Começa a depor Ariadna Araújo da Costa, conhece somente Pedro e karla. Ela Foi funcionária da NBC, empresa que foi contratada por João Batista. Ela trabalhou por 20 dias na empresa. Ela disse que o filho do Pedro era sócio da empresa.

17h26 - Cibele de Aguiar Bojikan , ex- esposa de Pedro Nadaf, disse que conhece Silval, Marcel e Francisco Lima. E disse não conhecer Silvio.

17h25 - MP, diz que ela (Cibele) pegou 6 cheques no valor de R$ 35 mil. Ela diz que não teve conhecimento da origem desse cheque. E que Pedro havia depositado paa pagar pensão dos dois filhos que ela tem com o ex-secretário da Casa Civil.

17h18 - Ela disse que não conhece Marcel, nem Silvio. Somente Silval porque era o governador do Estado.

17h16 - Narjara de Bairros, que é atual mulher de Pedro Nadaf, presta depoimento e fala para o MP sobre os cheques que ela teve acesso. O MP disse que ela se beneficiou de 10 cheques que somam R$ 35 mil. “Foram depositados na minha conta, ele me dava ou depositava na minha conta. Ele deixava envelope lacrado na Fecomércio”, disse ela que os valores eram para pagar despesas como condomínio, comprar roupas e outros.

17h -  O motorista que foi ouvido respondeu para a promotora do MP, que pegou cerca de 16 cheques que seriam para pagar contas de Pedro Nadaf, o resto dos valores eram devolvidos ao Pedro.

16h53 - Ex- governador Silval Barbosa e Pedro Nadaf têm prisões decretadas nas investigações deflagradas hoje pela Operação Seven que serão cumpridas após o término da audiência pela Operação Sodoma.

16h30 - Selma Rosane diz que não houve crime financeiro e nada para mudar a competência do processo. “Os advogados argumentam que a competência seria da Justiça Federal, as narrativas dos colaboradores ligados as factores deram a compreender que a atividade desenvolvida por estas factores era irregular, típica de bancos, e por isso estariam praticando crime financeiro. O que se percebe, captavam esses valores recebíveis e pagavam por isso. Compravam estes valores, e obvio em troca de uma remuneração. Parece que nos valores maiores, depositou em bancos e quando recebeu pagou. Isso é lavagem de dinheiro. Mas as outras parcelas com cheques pré-datados é atividades típicas de factores. Pulverizou pagamentos, era só um local para lavar dinheiro. Não vejo então motivos para se falar em crime financeiro”, diz Selma Rosane.

16h26 - No ponto de vista da  promotora Ana Cristina não houve operação financeira. Que seria uma simples lavagem de dinheiro. “Este caso não tem qualquer semelhança que ocorre na Justiça Federal”. Sobre nulidades ela não vê motivos, e a instituição investiga as provas identificadas.

16h17-  João Cunha  seguiu o discurso e pede que os processos sejam encaminhados para a Justiça Federal.

16h - Os advogados Tardelli e Abreu também pedem anulação do processo. Abreu cita que o ambos os empresários revelaram que eles cobravam juros. Os advogados lembram que tal  prática só poderia ser feita para pessoa jurídica e não física.  "Peço revogação de todas as prisões", disse Tardelli. 

15h59 - Advogado Ulisses Rabaneda protoloca requerimento para que seja decretada a incompetência do juízo em prosseguir com a ação penal, defendendo a tese de que as denúncias envolvem crime contra o sistema financeiro e a instância correta de investigação é a Justiça Federal. Ulisses pediu anulação, inclusive das prisões. 

15h30 - Juíza concede intervalo de 15 minutos e o próximo a depor será o motorista de Pedro Nadaf, Marcos Flávio de Oliveira.

15h18- Filinto reafirma que Chico Lavava dinheiro na empresa e com isso, 3% era descontado. O empresário quis saber por que Francisco não depositava os valores em sua conta.

15h05- Ulisses Rabaneda, advogado do ex-governador, começa a perguntar sobre seu cliente.  

Advogado pergunta se o Chico Lima mentiu que os R$ 500 mil não foi oriundo de vendas de gado ou imóveis. “Depois do processo vi que era lavagem de dinheiro”, disse o empresário.

14h58- O empresário disse que sabe da participação de Nadaf e do ex-governador, porque Chico Lima contava.

14h57 - O advogado Alexandre Abreu pergunta aonde foi feito o depoimento e para quem. O empresário disse que foi feito no Ministério Público Estadual, para os delegados Lindomar Aparecido Tóffoli e Marcos Veras, juntamente com a promotora Ana Cristina.

14h37 – A defesa de Marcel pergunta ao empresário se ele conhece seu cliente. E ele responde, não. 

14h35 – O advogado João Cunha pergunta sobre Nadaf. “Eu não conhecia o Pedro Nadaf, eu não o vi neste processo. O Chico Lima tinha confiança em mim. E o quanto ele arrotava tudo o que ele fazia. “ Todos os cheques foram entregues pelo Francisco Gomes”

14h29 - O advogado João da Cunha perguntou para o empresário e ele tem como provar algo. “Existe algum meio que você prove que entregou esses cheques para ele?”.

Muito nervoso, o empresário a todo o momento batendo os pés, disse que não pode provar que ele entregava os cheques para Francisco Lima.

14h19 - Advogado de Ana Karla perguntou se o empresário conhece  a sua cliente. Ele responde que não. 

14h09 – O empresário relata que estava angustiado e com medo. “Sabia que ele estava lavando dinheiro, que era para o Silval para o Nadaf. Gastava demais, sabia que aquilo ali era lavagem de dinheiro. De três em três meses queimava documento e limpava os computadores. Ele é irresponsável comprou um carro de R$ 300 mil. E disse que não iria dar nada. E sempre citava que cadeia era lugar para homem”, disse o empresário Muller.

14h -  O MP mostrou os cheques que foram reconhecidos pelo empresário.

13h57 – Abrimos uma conta no BIC Banco. E o Chico intermediou um empréstimo de R$ 3 milhões. O MP quis saber por que Chico conseguiu isso? O Francisco ganhou 3% da operação, cerca de R$ 250 mil.

13h55 - O Ministério Público pergunta sobre os R$ 90 mil de dívidas do Chico Lima. “Ele sempre dizia que a dívida não era dele e que uma hora oportuna iria pagar. Ele falava que quem devia era do grupo. E que não iria assumir uma divida que não era somente dele. Ele citou Pedro, Silval e Marcel.

13h45 - Retomada a audiência. Agora quem está sendo ouvido é empresário Filinto Muller, sócio de Frederico Muller. Ele conta para a juíza que Chico Lima o procurou com seis cheques e a origem do dinheiro era de vendas de gado e imóveis.  Ele disse que lançou os cheques no controle e assim pagou várias dívidas de condomínio de um apartamento no Rio de Janeiro e cartão de credito. As vezes ele pedia cheques não cruzados para passar para outras pessoas. 

12h41 - A juíza Selma Arruda concede um intervalo de uma hora para o almoço.

12h05 - Advogado pergunta se Frederico sabe que é réu na ação. Ele diz que ficou sabedo quando procurou a delegacia para saber porque estava sendo intimado. Fraderico afirmou que não tem relação com o grupo de Silval e que a única operação que fez com cheques foi com Chico Lima a quem conhecia.

11h59 - Alexandre pergunta sobre um cheque de R$ 1 milhão negociado pela empresa de Coutinho e entregue no MP há 3 meses antes do Operação Sodoma. A juíza, Selma interrompe e diz que o cheque questionado não tem relação com as investigações.

11h53 - O advogado questiona sobre outras operações  e, é repreendido pela juíza Selma Arruda que disse o advogado está entrando em assuntos protegidos por sigilo fiscal. Ela informou que o delator pode ficar em silêncio. Mesmo assim, Frederico explicou a operação. 

11h45 - Alexandre pergunta a Frederico se ele coloca à disposição as contas da Garantia Factoring, da FMC e os serviços de cobrança a partir de 2010. Ele diz que sim, que está disposto a quebrar seu sigilo. 

11h43 - Advogado repete perguntas feitas pelos antecessores sobre funcionamento da factoring.

11h33 - Alexandre Alves, advogado de Pedro Nadaf começa a fazer perguntas. Ele pergunta se Coutinho conhece Nadaf. O delator diz que não e que nunca negociou com ele em factoring. 

11h32 - Frederico disse que não conhece Marcel de Cursi e advogado encerra as pergntas. 

11h28 - O advogado pergunta se Frederico entende que não cometeu nenhum crime. Coutinho diz que entende não ter cometido crime algum.

11h25 - Roberto Tardelli, advogado de Marcel de Cursi começa a fazer perguntas a Frederico Muller. O delator conta que não sabia que depositar cheque de terceiro na conta da sua empresa já caracteriza lavagem de dinheiro. 

11h21 - Encerradas as perguntas de Chico Lima. Agora começa os questionamentos de defesa de Silvio César Correa.

11h14 - Empresário disse que na operação de 3 cheques do BIC Banco, ganhou apenas R$ 15 mil. 

11h05 - João Cunha pergunta a Frederico se ele pode fornecer cópia original das faturas aos advogados. Ele disse que pode sim, porque não tem nenhum problema.

11h01 - Frederico afirma que os cheques levados por Chico Lima não foram entregues a ele. Então o advogado mostra alguns cheques e documentos contidos nos autos ao delator.

10h51 - O empresário concorda e diz que são apenas controle das empresas.

10h47 - O advogado João Cunha contesta documentos, alegando que eles não existiam antes. 

10h41 - João Cunha, o advogado de Chico Lima começa a fazer perguntas para Coutinho. 

10h40 - O delator afirma que não conhece Karla Cecília e que não recebeu cheques diretamente de Chico Lima.

10h39 - Coutinho acrescenta que todas as negociações eram feitas com Chico Lima. E que nunca teve contato com os ex-secretários Marcel de Cursi e Pedro Nadaf.

10h38 - Frederico nega conhecer Silval, Nadaf, Marcel e Silvio.

10h32 - A promotora apresenta alguns documentos juntados pelo próprio delator, como cheques , planilhas de controle interno de valores. Frederico fala que isso ficava a cargo de seu irmão.

10h29 - Frederico conta que Chico Lima teria se desentendido com ele quando repassou dinheiro a mais, por pagar contas a mais. Após isso, Frederico afirmou que quem passou a tratar dos negócios com Chico Lima foi seu irmão, Filinto. Ele também disse ao MP que chegou a se reunir com o ex-procurador numa sala que ele tinha no Palácio Paiaguás, sede do Governo do Estado, para tratar de negócios particulares.

10h19 - O delator ainda relata que o cheque de R$ 90 mil era para atender um político do grupo de Silval Barbosa e não queria assumir a conta sozinho. 

10h13 - Chico Lima emprestou mais dinheiro do que tinha de crédito e se negou a assinar promissória de R$ 90 mil. 

10h11 - Frederico destaca que as negociações foram pontuais e não frequentes. Ele disse que Chico Lima emitia cheques do filho para serem trocados. 

10h07 - A promotora Ana Bardusco pergunta quais empresas pertencem ao depoente. Ele revela que é sócio das empresas: Callcenter, corretora de seguro e promotora de eventos, franquia da Oi e uma factoring, onde foram trocados 6 cheques de 83 mil. Frederico disse que cobrou 3% de juros. Um foi trocado no banco Sicredi e depois foram repassados ao Bic Banco.

9h56 - Nadaf, Marcel e Silvio César também foram para a sala com vidro espelhado. 

9h53 - Valber Mello, advogado do ex-governador, Silval Barbosa pediiu que o seu cliente usasse a sala de vidro espelhado para que ele possa ouvir o depoimento sem ser visto pelo delator. A juíza Selma Rosane autorizou o pedido.

9h52 - Primeiro a depor será o delator, Frederico Muller Coutinho, que requereu não ser ouvido na presença de Silval. 

9h52 - O ex-chefe de gabinete do ex-governador, Sílvio César Correa, também denunciado no esquema está presente à oitiva.

9h51 - Vão começar os depoimentos. Silval Barbosa, Pedro Nadaf e Marcel de Cursi estão presentes.

 

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